quarta-feira, 26 de maio de 2021

"PUTAS VELHAS, MEMÓRIAS DO INFERNO" - O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA

 

(NECA MACHADO ESTA APOSENTADA E MORA NA EUROPA)


“O TAXISTA E A PROSTITUTA”


Na Parada de taxi em frente ao Mercado Central, ela bate no vidro do primeiro carro da fila, ele abre e ela pergunta, onde fica o Banco? 

E ele sem titubear com sua voz mansa e pausada, ar gentil e delicado, cabelos grisalhos, lembrando um belo avô à espera do abraço dos netos, responde: logo ali,

Você pode ir de pés, mas, eu terei o maior prazer em levá-la.

E ela se rende a sua educação nobre.

Entra faceira no taxi, e se imagina como uma verdadeira Dama, sem ser da noite porque era dia.

E a conversa inicia;

Ela diz a ele, você existe?

E ele ligeiro, sim, sou de carne e osso.

E ela de novo: não acredito, um Homem tão doce, tão gentil, tão amável nos dias de hoje... tão, tão....

E a conversa continua até a porta do banco.

Ela quer pagar,

 e ele: não quer receber,

Diz entre sorrisos: vou lhe esperar.

E ela surpresa, diz, mas, vou demorar, preciso fazer uma operação aqui.

E ele repete: vou lhe esperar, pode ir.

E ela de novo, mas, você não precisa trabalhar? Se esperar vou ter que pagar muito caro, 

E ele insiste, vá, vou lhe esperar.

Ela sorri, nunca ninguém a tinha tratado assim, feito uma verdadeira Dama, sem ser da noite.

Teve centenas de clientes, muitos nem conseguia lembrar do rosto, eram apenas parte de sua rotina, noutros ainda conservava alguns traços de gentileza, noutros tinha apenas revolta das atitudes, mas, era para ela, apenas um negócio que não merecia ficar na memória.

No banco demorou, pegou sua senha e pensou, vou demorar, é melhor avisar a ele.
E ao lado do carro, lhe disse entre sussurros, vou demorar.

E ele: já disse, vou espera-la.

E ela, apreensiva, com medo, mas, cautelosa, lembrou do ar generoso, de seus cabelos grisalhos, de sua voz mansa, sorriu entre dentes, e pensou, ele é diferente.
No banco terminou o que tinha vindo fazer.
Entrou no carro e disse, vou lhe pagar um café,

E ele: onde vamos madame?

E ela só queria olhar o Rio Amazonas.

E ele mudou sua rotina, ela só queria caminhar na orla do rio, jogar algumas pedras no rio, fitar o São José da Pedra do Guindaste, talvez fazer uma promessa ou talvez um pedido de encontrar um verdadeiro amor.

E ele com sua voz mansa, a fitava e repetia, você é bonita!

E desceram do taxi para ver o rio.

Ele a tocou na mão e ela não fugiu.

E ele repetia, para onde vamos?

E foi aí, que ela entendeu: 

Ele só a queria para mais uma noite de prazer, porque já estava escurecendo.

E como ele tinha perdido a tarde a esperando, ela tinha que retribuir.

Disse com um sorriso amarelo: vá a um motel,


E ele disse: Não tenho dinheiro para pagar algumas horas, porque não rodei.

E Ela, tão esperta, tão vivida na noite, “caiu na conversa do Taxista” que só queria uma noite de prazer.

E percebeu que sua docilidade era apenas uma estratégia, os dois eram iguais.

Quantas vezes ela teve que fingir prazer?

E ele a tinha superado.

Mas, os dois na essência eram absolutamente iguais!

E na cama ele nem foi gentil!

Nem a satisfez,

Teve outros melhores.

Nem lhe disse poesias

E nem lhe deixou uma Rosa.

 

 

 

 


sábado, 22 de maio de 2021

O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA

 NECA MACHADO

 

 

 

“MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS”

(LEMBRANÇAS DO INFERNO)

*O SONHO EUROPEU DE CABOCAS DA AMAZÔNIA

RELATOS REAIS- PESQUISAS NA AMAZÔNIA

 

 

 

 

 

 

Amazônia-BRASIL

 

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SINOPSE

 

MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS

(By: Neca Machado)

 

          “Um dia ao escutar uma estória triste de uma Velha Prostituta”, refleti sobre suas dores e seus desamores, e decidi que UM DIA colocaria emoção nas suas paixões em forma de poesia, e durante quase trinta anos como jornalista Colaboradora, o tema não me saiu da memória, e quase na porta dos sessenta anos, resolvi deixar as futuras gerações, muitas delas de Prostitutas modernas, estórias antigas de sonhos que não se tornaram realidade, de projetos de enriquecimento através da venda de seus corpos que as destruíram, tanto fisicamente como mentalmente.”

Memórias de Putas Velhas, é uma coletânea de lagrimas, e de dores, feridas que nunca cicatrizaram, na alma e na derme. Uma reflexão para Mulheres que poderiam ter outras opções, mas escolheram um falso amor, porque muitas na prostituição também se apaixonam por seus clientes, e não são correspondidas.

Estórias de dependência química do falso amor, e das drogas licitas e ilícitas.

Relatos de aprisionamentos, violências físicas e mentais, torturas e assassinatos, fantasias assustadoras da natureza desumana, numa essência poética de fácil linguagem, minha característica literária.

Um leitor de minhas crônicas como jornalista, me disse um dia que minha escrita era pura emoção.

Concordei!

 

 

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(NECA MACHADO MORA NA EUROPA)


 

APRESENTAÇÃO

 

 

          Como uma verdadeira Mulher da Amazônia, nascida no extremo norte do Brasil, fronteira com a Guiana francesa, meio do mundo literalmente, na Linha do Equador, estado banhado pelo majestoso Rio Amazonas, “sinto me na obrigação de deixar as futuras gerações este relato exaustivo de pesquisas realizadas por mim, ao longo de mais de três décadas, como Jornalista”

Escutei desde criança, estórias de terror de Mulheres ribeirinhas, que iludidas por sonhos de prosperidade com a valorização do “franco” moeda europeia da década de setenta, se aventuravam pelas correntezas do Rio Oiapoque, em busca de um futuro melhor, muitas morreram, desapareceram sob as aguas e nunca foram encontradas, outras sobreviveram para relatar a poucos ouvintes suas dores.

São mais de 200 relatos reais que escutei atenta sem interferir, e agora reproduzo de maneira literal em forma de contos, uma odisseia de terror. Muitas conseguiram sobreviver as doenças, as humilhações e as diferenças culturais entre o Brasil, extremo norte, muitas vieram também do Nordeste e a Europa. Outras não gostam de lembrar do passado, tem filhos oriundos dessas relações, muitas conseguiram cartas de residentes, outras tantas falam o idioma francês com fluência, porque Caiena na Guiana francesa continua sendo um Condado da França.

São estórias reais com a “minha característica” de reproduzi-las com pura emoção literal.

 

 

 

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BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 34 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)

Email: nmmac@live.com

 

 

 

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HOMENAGEM A TODAS AS “MARIAS “

 

Começo essa odisseia literária com um POEMA dedicado a “TODAS AS MARIAS”

MARIAS, anônimas, verdadeiras heroínas, muitas analfabetas, outras tantas sem perspectivas de um futuro educacional, que viram na prostituição um galgar para terem melhores “qualidade de vida”, numa vida “considerada por muitos imbecis, FÁCIL, mas que de fácil era um verdadeiro inferno na Terra, me disse “uma velha prostituta. ”

MARIAS, subjugadas a verdadeiras torturas, maltratadas por verdadeiros homens-animais, que viam no sexo, apenas um extravasar de espermas, fazendo delas, deposito de seus excrementos, muitas delas, morreram de doenças sexualmente transmissíveis sem sequer saberem o nome, diziam algumas que começava apenas com um “esquentamento”, e aí, tantas outras foram contaminadas por hepatite “C”, AIDS, tuberculoses, pegaram malárias 10 vezes, me disse uma...

E tantas outras até hoje tem vergonha do passado.

MARIAS, sem véu, sem mantos, somente com prantos...

MARIAS, que sorriam na hora do pagamento, mas que choravam por dentro na hora de irem para a cama com homens, sujos de corpo e de alma, muitos vindos dos garimpos, sem higiene, violentos e sem educação, homens afrodescendente verdadeiros animais, nascidos no outro lado do rio Oiapoque, me disse outra, eram “avantajados sexualmente” e “nos arrebentavam literalmente” me disse outra.

TENHO ORGULHO DE SER “MARIA”, MEU NOME É MARIA!

Este livro é DEDICADO A TODAS AS “MARIAS”: (Maria... Raimunda, Joana, Joaquina, Tereza, do Carmo, Conceição, Isaura, Izabel, Cecilia, Celia, Osvaldina, Lucia, Antonia, Benedita, das Dores...E a Todas as outras que se envergonharam na PROSTITUIÇÃO de serem MARIAS, e mudaram seus nomes originais.

 

 

 

 

 

“IN MEMORIAN”

DE

TODAS

AS MARIAS, MORTAS NA PROSTITUIÇÃO

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