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quinta-feira, 30 de abril de 2020

POEMAS DA NECA MACHADO (AMAZÔNIA)



(Neca Machado está APOSENTADA, e mora na EUROPA)



O SABIÁ E A SEMENTE

Por: Neca Machado


Este Sabiá madrugador
Transpôs:
Janelas, portais, mares, e rios,
Voou distante, tão longe.
Quebrou e rompeu desafios.
E com o sol das manhãs, desceu na minha janela.
Que visão mais bela
E pueril.

E me trouxe a SEMENTE
Da vida,
Da luz,
Da esperança,
E de uma saudade.

Este SABIÁ,
Que tem cheiro de CIO.
Veio ao som dos batuques,
Com o cheiro das açucenas,
De abril,
Com o embalo das morenas
Com a reza das novenas,
Dos Campos do Laguinho,
Com o cheiro das mangas maduras 
Da safra de Dezembro
Sutil.

Este SABIÁ!
Com a cor do sol
Do Equador tropical,
Do Equinócio das águas,
É o SABIÁ do amor,
Desta Nega Fulô.

Sua SEMENTE,
Tem nome de flor,
De desejo,
De cheiro de Mato,
De orvalho molhado,
É sua Nega Fulo.

Sua SEMENTE,
Tem cheiro de CIO,
Provoca arrepio,
É puro desafio.
Excita por assovio.

Sua SEMENTE,
Brota em solo
Floreal,
Juvenil,
Febril.

Sua SEMENTE ama este SABIÁ,
Que lembra do mar,
Das marés,
Das ondas senhoras,
E da mansidão dos igarapés.



Este SABIÁ é Senhor,
Das vontades,
Saudades,
Desejos contidos,
Escondidos,
E seu canto
Deságua,
Entranha,
Desbrava,
Arranha
E passeia na teia
Desta pobre aranha.

E seu grito vem,
Como a Pororoca,
Sem medo,
Destruindo,
Consumindo,
Sorrindo,
E se vai...

E sua SEMENTE
,
Sobrevive
A mais este ai.

Sua SEMENTE vive,
Se desnuda,
Desabrocha
Numa fenda da rocha,
Feito um cristal.

Sua SEMENTE,
Resiste, persiste,
Ao tempo,
A saudade,
As lembranças,
A dor,
A desesperança,
E de sua janela
Insiste em brotar.

Sua SEMENTE,
O quer,
Quer sol,
Água,
Orvalho molhado,
Quer seu sorriso encantado,
Quer seus braços estendidos,
Afago de sua mão,
Quer seu cheiro de cio,
Quer somente
Um pedaço do seu coração.

Sua SEMENTE cresce,
Brota viçosa,
Ergue-se pelas manhãs
Preguiçosa.
Torna-se frondosa.
E se estende pelos cantos
Deixando um encanto no ar.
No recanto de uma saudade.
Olhando frestas sobre florestas.
Ergue-se sobre mares,
Lugares,
Busca um caminho,
Um porto seguro,
Neste escuro.
Deste SABIÁ.

Sua SEMENTE,
Banha-se,
Com água de poço, (Poço do Mato)
Revela seus segredos à mãe do rio,
Sente arrepios.
Conhece segredos de uma magia
Lança-se sobre janelas imaginarias,
Em busca de seu SABIÁ.

Sua SEMENTE faz versos,
Mostra reversos
Tem sonhos,
Sente cheiro de saudade
Do seu SABIÁ.

Este SABIÁ
Da cor divinal, celestial,
Angelical,
Tão natural,
Com sabor do açaí, de cupuaçu,
De bacuri...
Tão animal.
Com seu canto irracional.
Que pousa atrevido na minha janela,
No meu sofrimento,
No meu quintal.

Este SABIÁ é gente,(?)
Tem pensamentos,
É generoso,
Doce,
Torna-se degustativo.

E sua SEMENTE
Tem incertezas,
Lamenta,
E faz sonetos,
Nas entrelinhas
Ponteia
Norteia,
Vagueia,
E fita seus olhos de mel,
Contemplativos,
No seu SABIÁ.
Que entre janelas ao vento,
Portais e murais,
Lagos, florestas e igarapés,
Teima em voar.

E sua SEMENTE,
Se cobre
De lagrimas,
De mantos de santos,
De encantos
E desejos,
Viajando em canções
Que a fazem lembrar do seu SABIÁ. (lê, lê, lê.........)

E sua SEMENTE
Viaja
Devagarzinho
Por um mar acima, e um mar abaixo,
Como um menino, menina...
Que abriu os olhos
Pelas frestas de uma janela
Esperando um presente de Natal.


E este SABIÁ
Viajante,
Andante
Errante,
Torna-se distante,
Do seu penar.

Mas na seiva desta SEMENTE
Que insiste
Em sobreviver
Em plagas tucujus,
Sua imagem a faz florir.
Crescer,
E fazer
Novas sementes
Para este amor
Se eternizar.

Sem amarras,
Mordaças,
“Então tá SABIÁ!”

E da minha janela,
Eu vi Bem-te vis,...uirapurus...
Vi chuva de inverno
Imaginei janelas ao vento
E quase cheguei ao céu.

Não fui leviana
Somente insana.
Buscando uma canção
Pra me confortar.

“Então ta SABIÁ”, (lê, lê, lêlê........)
ESTE CANTO FICOU SOMENTE NO PAPEL.

Com a bela lembrança de um SABIÁ



QUARENTENA – 2020 – ABRAÇOS NO VAZIO


(Neca Machado mora na EUROPA, está APOSENTADA)


BY (Neca Machado) EUROPA 2020
BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)






QUARENTENA – 2020 – ABRAÇOS NO VAZIO

Entre quatro paredes, espreito, outras PAREDES e janelas do outro lado da rua
E vejo olhares perdidos
Em busca da LIBERDADE, no dia 25 de abril, que contradição.
Vejo a Mulher que inveja a Gaivota, no seu voo solitário,
Vejo o Homem que abre a garagem e senta na mala do carro
Sonhando, talvez, com uma autoestrada distante,
Vejo a mulher asiática que fuma desesperadamente para passar o tempo,
E o tempo, NÃO PASSA.
E nas janelas, quando o Sol desperta,
Só vejo mãos, abraçando o VAZIO.
E em outras tantas janelas, uma bandeira nacional,
Dizendo as outras janelas do outro lado da rua,
Que o nacionalismo está lá dentro.
Mas, a solidão impera,
Sem palavras, sem músicas, sem sons...
Apenas um grito do pássaro LIVRE,
Como a sorrir das prisões de humanos, numa tal QUARENTENA...
E ele de novo, solta suas asas como a desabrochar sua LIBERDADE,
Como a instigar os abraços no vazio
Porque TODOS tiveram que dar “pausa” as suas rotinas,
E a refletir valores,
E a repensar prioridades,
E a rever emoções,
E há conter revoltas,
E talvez, a repensar a importância dos ABRAÇOS,
Que depois da tal QUARENTENA,
Terão outras importâncias.
Talvez sejam ABRAÇOS, mais fortes,
Talvez sejam abraços mais longos,
Talvez sejam para MUITOS ARROGANTES,
Apenas ABRAÇOS.
E JÁ NÃO SERÃO ABRAÇOS NO VAZIO, EM BUSCA DO SOL...
Talvez surgirão novas formas de abraços,
Intensos, e cheios de TERNURA.




quarta-feira, 29 de abril de 2020

"TORNEI-ME UMA EMBONDEIRA" (Neca Machado- 58 anos em 2020)


CRONICA:

 UMA “EMBONDEIRA” NA AMAZÔNIA, (DE SAMAÚMA A EMBONDEIRA)

BY (Neca Machado) EUROPA 2020
BIOGRAFIA


(Neca Machado, está APOSENTADA e mora na Europa)


Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)
Email: nmmac@live.com


(Embondeiro, arvore sagrada africana)




“TORNEI-ME UMA EMBONDEIRA NA AMAZÔNIA (Neca Machado”

        Muitas vezes para me intimidar porque sempre fui muito “peralta”, minha Avó, (Leolpoldina Machado) me metia muito medo.
 Um poeta tucuju dizia que a minha casa era de Princesas, minha Mãe tinha o Nome de Izabel, e minha avó de Leolpoldina, Ela (minha avó) era intimidadora, veia africana, de uma cor onde a negritude imperava, me “metia medo” com as suas (arvores gigantes), nunca entendi de onde ela tirou a tal ideia que sua mãe lhe contara, da magia das arvores gigantes africanas, que se alguém as “magoasse receberia uma vingança, ” e isso me intimidava e a agradava porque Eu, me aquietava.
Nunca esqueci das arvores gigantes... E ficaram no meu subconsciente até a porta dos 60 anos.
E ainda criança lhe perguntei um dia (mas, essas arvores gigantes comem gente?) E ela sorrindo disse: não só comem, como as fazem desaparecer.
E os anos se passaram, e me apaixonei por outra arvore gigante que vi dezenas delas no coração da Amazônia, onde nasci e cresci, conhecida como a ARVORE DA VIDA, as belas Sumaumeiras, gigantes, cheias de vida, cheias de magia, encantadoras, uma arvore sagrada que é considerada uma “escada para o céu”.
E de novo:
Me deparo ao ler a fabula que marcou minha vida, na obra de Antoine Saint Exupéry, “O Pequeno Príncipe” com mais uma arvore gigante cheia de encantos e de magias, o famoso BAOBÁ:

 “Existem sementes boas, de ervas boas, e sementes ruins, de ervas ruins. Elas dormem no segredo da terra até que uma delas cisme em despertar. Então, ela se espreguiça e lança timidamente para o sol um broto inofensivo. Se é de rabanete ou de roseira, podemos deixar que cresça à vontade. Mas quando se trata de uma planta ruim, é preciso arrancar logo, assim que a reconhecermos”.
– O Pequeno Príncipe –

E nas minhas andanças pelo Mundo, observei apaixonada, dezenas de arvores gigantes, conhecidas como: EMBONDEIRAS, os famosos BAOBÁS.
Sagrados, milenares, encantadores, enigmáticos, mágicos, cantados em versos, prosas, contos, poesias, e nas minhas lembranças onde sempre os imortalizei, ficou a imagem de belo Baobá que vi na Austrália, onde morei.
“ME TORNEI NA DOR E NA SUPERAÇÃO, UMA SAMAÚMA, E UMA EMBONDEIRA. ” (Neca Machado * 1961-AP)

           Me vesti de coragem, para transpor as dificuldades que apareciam no meu caminho, nada foi fácil na minha vida, parece que tudo a mim, era mais difícil do que nos outros, parecia que a cada passo que eu tinha que dar, tinha que refazer, e caminhar para trás de novo, cada subida de escada, era como se o fardo fosse pesado demais, como se cada degrau a transpor, fosse um verdadeiro obstáculo inatingível, como se a minha cruz fosse literalmente de pedra.
E as arvores gigantes, serviam-me como inspiração, fortaleciam me com suas seivas, com seus nutrientes, e de repente, me senti parte de uma raiz de algumas delas, percebi que como por encanto a magia de se “maltratar” uma EMBONDEIRA, transformasse em vingança a quem me magoasse, e vi pelo caminho tantos INIMIGOS vencidos, e SOBREVIVI, a muitos que faleceram, e fui aos poucos percebendo o sabor de uma VITORIA, de uma verdadeira arvore gigante que me tornei.

          (Na Europa onde decidi viver após minha aposentadoria,) na porta dos 60 anos, CONQUISTEI 30 livros coletivos, quando eu só queria UM, conheci tanta gente “famosa” com mais de 100 livros, e me orgulhei de estar ao lado deles, tenho obras com gente importante, estou como coautora em uma editora importante na comunidade comum europeia, e as magoas, angustias, tristezas, foram ficando pelo caminho, e como os húmus que regam uma EMBONDEIRA, consigo minha sobrevivência, onde os méritos de minha ousadia, de minha coragem, são somente MEUS, onde a DOR, não mais me intimida, onde as surpresas não mais me ferem ou surpreendem.


TORNEI ME UMA EMBONDEIRA NA AMAZÔNIA. ”
Criei raízes áreas e me tornei uma CIDADÃ DO MUNDO!




REFLEXÃO

“CORONAVIRUS TORNOU SERES HUMANOS COISAS”

BY: (Neca Machado) APOSENTADA E MORA NA EUROPA
BIOGRAFIA


Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)



A Palavra COISA tem diversas interpretações, (aquilo que não é PESSOA, e dentre o direito, o que pode ser transportado...

(E NO TEMPO DO CORONAVIRUS PELO MUNDO, O SER HUMANO TORNOU-SE COISA, infelizmente!)

          Estarrecida assisto pela Tevê na Europa a notícia da morte de um dos maiores escritores mundiais, o chileno Luís SEPULVEDA, (+16.04.2020) morava na Espanha e esteve recentemente na cidade de Povoa de Varzim em Portugal, para um grande evento onde autografou livros, foi recepcionado e ovacionado, AQUI no Porto onde moro, fiquei triste porque não estava lá, era um encontro de Escritores do mundo, e fica perto, e eu poderia ir de trem, mas, não fui, tinha outros compromissos, e de novo pela TV o vejo abraçando pessoas, sendo recepcionado pela multidão, era o astro do evento.
Ao voltar a sua casa na Espanha foi internado e foi constatado que estava com o CORONAVIRUS, seu estado não melhorou e ele foi a óbito em 16.04.2020, e

REFLETI:

Em um mês, era famoso, ovacionado (fevereiro 2020) ..., no outro mês (abril, +16.04.2020), era um CADAVER sem flores, sem despedida, sem discursos de reconhecimento pelo seu trabalho tão intenso no MUNDO, e por ser morto por um VIRUS QUE não permite aproximação até na hora do velório.

Me senti órfã de sua literatura tão profunda onde escrevia que a FELICIDADE, na obra (UMA IDEIA DE FELICIDADE, em parceria com Carlos Petrini o fundador da slow food, um movimento de apreciação de ser comer bem...) reiterava a importância das PEQUENAS COISAS NA VIDA HUMANA, para se descobrir a FELICIDADE.

Onde ficará a reflexão no coração dos que o amaram intensamente, por um momento de reconhecimento público? Não teve, terá (   ) quando este momento de TERROR PASSAR, mas não será o mesmo para os milhões de admiradores de suas obras.
E aí, percebi observando os noticiários pela Europa de velórios coletivos, tanto nos Estados Unidos, Espanha e na Itália, QUE SERES HUMANOS, TORNARAM-SE COISAS.
MUITOS CIDADÃOS COM RECONHECIMENTO PUBLICO, com patrimônios, com muitos bens, outros famosos, outros tantos anônimos, eram EMPILHADOS em carregadeiras, com mais de 5 ou 6 corpos lacrados, FEITOS COISAS, sem choro nem velas, sem o abraço de dor de familiares, sem o compartilhamento das emoções fúnebres. E lembrei de mais um momento tão triste e SINGULAR, tão longínquo e tão SIMILAR, um cidadão no extremo norte do Brasil, na cidade do Amapá, onde nasci, envolvente na cultura, com muitos amigos, também MORREU PELO CORONAVIRUS, e sua família, talvez pela pressão a agencia funerária, que o levava a sua última morada, e talvez, sensível aquele momento de extrema DOR, passou na casa de sua MÃE para que ela chorasse a dor de um filho partir sem seu último abraço, porque no coração de uma MÃE, ela deve partir antes dos filhos, mas foi o contrário.

E de NOVO, REFLETI na porta dos meus 60 anos.

Quanta gente ARROGANTE, insensível, agressiva, MISERAVEL, que só soube ao longo de sua existência, porque só EXISTEM, nem vivem a verdadeira EXISTENCIA, tomam espaço, e seu ÚNICO APEGO, É O DINHEIRO, já morreram e sequer tiveram a sensação de serem realmente FELIZES, e foram ENTERRADOS PELO MUNDO FEITOS COISAS.
E DE NOVO LEMBRANDO DITADOS POPULARES DITOS POR MINHA AVÓ.
De que serviu essa arrogância, e ela dizia, ESSA PAVULAGEM?

Não serviu para nada, muitos contaminados pelo CORONAVIRUS, nem tiveram velórios.
Seus BENS nem foram no caixão, e muitos egoístas nem olharam ao próximo que mais precisava deles.
E MUITOS AINDA ESTÃO POR AI, CONTAMINADOS COM CANCER, HEPATITES C, AIDS, HERPES, SIFILIS....

E talvez nem as notícias repassadas na TV os sensibilizem, e como dizia UM CABOCO, brabo com ladrões e políticos CORRUPTOS, tomara que MORRAM DE CORONAVIRUS, ai, nem os PUXA SACOS de plantão vão ao seu enterro.

terça-feira, 28 de abril de 2020

"QUEM ME DERA", BY NECA MACHADO (AMAZÔNIA) Musica de Matias Damásio e MARIZA

EU GOSTO DE TI... (NECA MACHADO- BY ELAS-PT) nmmac@live.com

UM POEMA PRA TI ( )


QUERO....

(SE QUER? Venha, tenha, não se abstenha, (R/LX)2020)

(Neca Machado)
BIOGRAFIA

(Neca Machado, está APOSENTADA, e mora na EUROPA)


Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)



QUERO....

(SE QUER? Venha, tenha, não se abstenha, (R/LX)2020)


HOJE (  ) EU desejei tanto percorrer teus desejos,
Conhecer tuas fraquezas,
Desbravar tuas emoções,
Hoje, eu QUERO, mesmo em devaneios, tocar teus poucos cabelos,
Deslizar minhas mãos sobre teus pelos
E escutar teu sussurro de desejo,
E terei teu sorriso furtivo,
E terei, teu silencio profundo,
E verei que tuas mãos percorrem, outros caminhos, que os de outrora.
E colherei instantes, talvez de tua falsa felicidade,
Hoje tão real, e tão frugal...
E talvez, irracional.
Serás como o embriagar de um vinho do Porto
Frutado, suave, e viciante,
Terás um novo vicio, com este QUERER TARDIO.
Que te trará CALAFRIOS.
Que te deixará pensativo,
Exaustivo, e talvez, FELIZ.
Basta QUERER.
ENTÃO, VENHA....Não se abstenha.

QUARENTENA – 2020 – ABRAÇOS NO VAZIO

(Neca Machado mora na EUROPA, está APOSENTADA)

BY (Neca Machado) EUROPA-PORTUGAL
BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)






QUARENTENA – 2020 – ABRAÇOS NO VAZIO

Entre quatro paredes, espreito, outras PAREDES e janelas do outro lado da rua
E vejo olhares perdidos
Em busca da LIBERDADE, no dia 25 de abril, que contradição.
Vejo a Mulher que inveja a Gaivota, no seu voo solitário,
Vejo o Homem que abre a garagem e senta na mala do carro
Sonhando, talvez, com uma autoestrada distante,
Vejo a mulher asiática que fuma desesperadamente para passar o tempo,
E o tempo, NÃO PASSA.
E nas janelas, quando o Sol desperta,
Só vejo mãos, abraçando o VAZIO.
E em outras tantas janelas, uma bandeira nacional,
Dizendo as outras janelas do outro lado da rua,
Que o nacionalismo está lá dentro.
Mas, a solidão impera,
Sem palavras, sem músicas, sem sons...
Apenas um grito do pássaro LIVRE,
Como a sorrir das prisões de humanos, numa tal QUARENTENA...
E ele de novo, solta suas asas como a desabrochar sua LIBERDADE,
Como a instigar os abraços no vazio
Porque TODOS tiveram que dar “pausa” as suas rotinas,
E a refletir valores,
E a repensar prioridades,
E a rever emoções,
E há conter revoltas,
E talvez, a repensar a importância dos ABRAÇOS,
Que depois da tal QUARENTENA,
Terão outras importâncias.
Talvez sejam ABRAÇOS, mais fortes,
Talvez sejam abraços mais longos,
Talvez sejam para MUITOS ARROGANTES,
Apenas ABRAÇOS.
E JÁ NÃO SERÃO ABRAÇOS NO VAZIO, EM BUSCA DO SOL...
Talvez surgirão novas formas de abraços,
Intensos, e cheios de TERNURA.






segunda-feira, 27 de abril de 2020

REFLEXÃO

“CORONAVIRUS TORNOU SERES HUMANOS COISAS”

BY: (Neca Machado) APOSENTADA E MORA NA EUROPA
BIOGRAFIA


Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)



A Palavra COISA tem diversas interpretações, (aquilo que não é PESSOA, e dentre o direito, o que pode ser transportado...

(E NO TEMPO DO CORONAVIRUS PELO MUNDO, O SER HUMANO TORNOU-SE COISA, infelizmente!)

          Estarrecida assisto pela Tevê na Europa a notícia da morte de um dos maiores escritores mundiais, o chileno Luís SEPULVEDA, (+16.04.2020) morava na Espanha e esteve recentemente na cidade de Povoa de Varzim em Portugal, para um grande evento onde autografou livros, foi recepcionado e ovacionado, AQUI no Porto onde moro, fiquei triste porque não estava lá, era um encontro de Escritores do mundo, e fica perto, e eu poderia ir de trem, mas, não fui, tinha outros compromissos, e de novo pela TV o vejo abraçando pessoas, sendo recepcionado pela multidão, era o astro do evento.
Ao voltar a sua casa na Espanha foi internado e foi constatado que estava com o CORONAVIRUS, seu estado não melhorou e ele foi a óbito em 16.04.2020, e

REFLETI:

Em um mês, era famoso, ovacionado (fevereiro 2020) ..., no outro mês (abril, +16.04.2020), era um CADAVER sem flores, sem despedida, sem discursos de reconhecimento pelo seu trabalho tão intenso no MUNDO, e por ser morto por um VIRUS QUE não permite aproximação até na hora do velório.

Me senti órfã de sua literatura tão profunda onde escrevia que a FELICIDADE, na obra (UMA IDEIA DE FELICIDADE, em parceria com Carlos Petrini o fundador da slow food, um movimento de apreciação de ser comer bem...) reiterava a importância das PEQUENAS COISAS NA VIDA HUMANA, para se descobrir a FELICIDADE.

Onde ficará a reflexão no coração dos que o amaram intensamente, por um momento de reconhecimento público? Não teve, terá (   ) quando este momento de TERROR PASSAR, mas não será o mesmo para os milhões de admiradores de suas obras.
E aí, percebi observando os noticiários pela Europa de velórios coletivos, tanto nos Estados Unidos, Espanha e na Itália, QUE SERES HUMANOS, TORNARAM-SE COISAS.
MUITOS CIDADÃOS COM RECONHECIMENTO PUBLICO, com patrimônios, com muitos bens, outros famosos, outros tantos anônimos, eram EMPILHADOS em carregadeiras, com mais de 5 ou 6 corpos lacrados, FEITOS COISAS, sem choro nem velas, sem o abraço de dor de familiares, sem o compartilhamento das emoções fúnebres. E lembrei de mais um momento tão triste e SINGULAR, tão longínquo e tão SIMILAR, um cidadão no extremo norte do Brasil, na cidade do Amapá, onde nasci, envolvente na cultura, com muitos amigos, também MORREU PELO CORONAVIRUS, e sua família, talvez pela pressão a agencia funerária, que o levava a sua última morada, e talvez, sensível aquele momento de extrema DOR, passou na casa de sua MÃE para que ela chorasse a dor de um filho partir sem seu último abraço, porque no coração de uma MÃE, ela deve partir antes dos filhos, mas foi o contrário.

E de NOVO, REFLETI na porta dos meus 60 anos.

Quanta gente ARROGANTE, insensível, agressiva, MISERAVEL, que só soube ao longo de sua existência, porque só EXISTEM, nem vivem a verdadeira EXISTENCIA, tomam espaço, e seu ÚNICO APEGO, É O DINHEIRO, já morreram e sequer tiveram a sensação de serem realmente FELIZES, e foram ENTERRADOS PELO MUNDO FEITOS COISAS.
E DE NOVO LEMBRANDO DITADOS POPULARES DITOS POR MINHA AVÓ.
De que serviu essa arrogância, e ela dizia, ESSA PAVULAGEM?

Não serviu para nada, muitos contaminados pelo CORONAVIRUS, nem tiveram velórios.
Seus BENS nem foram no caixão, e muitos egoístas nem olharam ao próximo que mais precisava deles.
E MUITOS AINDA ESTÃO POR AI, CONTAMINADOS COM CANCER, HEPATITES C, AIDS, HERPES, SIFILIS....

E talvez nem as notícias repassadas na TV os sensibilizem, e como dizia UM CABOCO, brabo com ladrões e políticos CORRUPTOS, tomara que MORRAM DE CORONAVIRUS, ai, nem os PUXA SACOS de plantão vão ao seu enterro.