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domingo, 30 de junho de 2019

CRONICAS DA NECA MACHADO, NO MUNDO...



LIVRO DIGITAL
CRONICAS DA NECA MACHADO
“MEMORIAS DE PUTAS VELHAS-LEMBRANÇAS AMARGAS”

PUTAS NÃO GUARDAM SEGREDOS! (Me disse UMA, e um dia contam...) E EU gosto de escutar...


(A PUTA E AS ROSAS VERMELHAS)



BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas, premiada em 2016 com classificação na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 24 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019 e uma em Genebra em 2018, em edição bilíngue português e inglês, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)




          Na velha prateleira da “Petisqueira” herança de família, coitada, ELA conservava um vaso de flores, como para lembrar o passado.

Tinha comprado em um comercio do centro de Macapá, Rosas Vermelhas de plástico, que achou lindas e que não precisariam de agua para permanecer vivas, assim, seu passado não morreria.

Quando criança, Ela foi em um velório com a avó, de uma conhecida, e nas mãos da morta, tinha uma Rosa Vermelha, pedido da defunta antes de morrer. Aquilo nunca saiu da sua cabeça.

Ela cresceu, não estudou, repetia que nunca tinha escutado os conselhos da Mãe, que sempre dizia: que “a enxada era mais pesada do que a caneta” e seu futuro foi mesmo parar em um Puteiro lá para as bandas do final da Avenida Fab.
Afrodescendente com olhos amêndoas, cabelos lisos como saídos de uma chapinha, pernas torneadas, cintura de violão, voz mansa, ela realmente era pura sedução me contou.

Tinha muitos “clientes”.

Autoridades que saiam escondidos de suas casas, deviam mentir as esposas, sorriu sarcasticamente.
Empresários, etc..., médicos que mentiam para ver falsos pacientes...
Ela sim, era uma paciente especial, um verdadeiro remédio para a alma, sorriu mais uma vez.
E um deles sua preferência por ser um galanteador, lhe fez as vontades mais difíceis.
E um dia ele lhe fez uma pergunta, o que ela gostaria de presente no seu aniversário? E ela respondeu: queria uma dúzia de Rosas Vermelhas, naturais, lindas, grandes, que só tinha visto uma, em um velório quando criança.

Ele se espantou, tinha dinheiro, poderia lhe dar uma joia, mas ela só queria as Rosas Vermelhas.

E ele (   ) mandou buscar em Belém, vieram em uma caixa com um plástico transparente, trazia um cartão escrito a mão que ela ainda guarda de lembrança, talvez tenha perdido, mas lembra que tinha o cartão.

Na cama a espera dele, ela se enfeitou, depositou as Rosas sobre o lençol, como se fosse uma verdadeira Lua de Mel, colocou uma no cabelo, como se fosse a Dama das Camélias, ela nem sabe quem era, mas se enfeitou, e dançou pra ele com as Rosas Vermelhas, colocou na boca, passava a Rosa sobre seu rosto, e assim foi uma noite especial.

Me disse que ele ainda está vivo, ou será que já morreu? Nem lembra mais. Ela envelheceu, o Puteiro fechou.

Mas as Rosas vermelhas de um tal Puteiro no coração de Macapá, nunca saíram de sua cabeça.





sábado, 29 de junho de 2019

CRONICAS DA NECA MACHADO, NO MUNDO


LIVRO DIGITAL
CRONICAS DA NECA MACHADO
“MEMORIAS DE PUTAS VELHAS-LEMBRANÇAS AMARGAS”

(A PUTA E A CAPIVARA )

BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas, premiada em 2016 com classificação na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 24 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, e uma em Genebra em 2018, em edição bilíngue português e inglês, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)






Numa rede velha que ELA (   ) se balançava para amenizar o calor, a memória trabalhava feito roda de máquina antiga, sapos gritavam sem parar, um cachorro “pirento” se coçava cheio de pulgas, o calango tentava subir em tabuas podres, e um Rato gordo como a passear na podridão de onde ELA aportou, eram sua companhia, agora que envelheceu.
Atravessou o Rio Amazonas cheia de esperança de um mundo melhor.

Apenas mudou de lama.

Antes era a lama do rio, agora, era a lama do lago podre.
Quando queria desafogar suas tristezas, “enchia a cara” em cervejas mal geladas depositadas sobre a sujeira de uma mesa velha que era morada de vermes no fundo de seu catre.

Ainda tentou se modernizar, comprou uma chapinha para alisar os cabelos quando fosse a algum dançará barato com a eterna amiga de farra, mas, já não era tão jovem, os peitos caíram, a bunda desabou, virou “foló” literalmente.

E para muitos (  ) ainda era “pavulagem”.

O mal gosto imperava, o corpo nem ajudava mais, porém, tentava a todo custo fazer com que a idade não aparecesse, os vestidos horrorosos não se ajustavam mais, a perna torta, o perfume barato, que dava dor de cabeça. Égua!
E na boca, parece que o cheiro da comida, não saia mais, parece que ficou feito cola no céu da boca, dizia para a companheira.

EU não suporto mais sentir o cheiro de CAPIVARA.
Comi tanto essa porcaria que agora só penso em vomitar.




segunda-feira, 24 de junho de 2019

NECA MACHADO, DA AMAZONIA PARA O MUNDO


“NECA MACHADO 24 OBRAS NA EUROPA”

(CONTOS, CRONICAS E POESIAS)
PORTUGAL / SUIÇA

NM
“24 OBRAS NA EUROPA”
Sou movida a coragem!

(Neca Machado)
BIOGRAFIA
*24 OBRAS NA EUROPA
(2016,2017,2018,2019)

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 24 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018 e 2019. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)






SOU MOVIDA A CORAGEM!

Quando MUITOS, desistem, não persistem, não ACREDITAM, NÃO TEM CORAGEM, sentam-se nos seus BANCOS para rirem da vida, UM DIA A VIDA SORRIRÁ deles (     )
Não deixarão NADA aos seus. Não terão sucessores de seus méritos, apenas herdeiros de bens, muitas vezes conquistados sem merecimento.

Não farão história por serem COVARDES, não foram buscar conhecimento, se contentaram com POUCO, e vão continuar a rastejar.
E o seu MAIOR INIMIGO É O TEMPO! QUE SERÁ IMPLACAVEL COM MEDIOCRES, INCOMPETENTES E VERMES, que continuarão a habitar no ESGOTO, sem obras, sem boas lembranças ou sem trabalho.



REALIDADE!

Em 03 ANOS, sim, TRÊS anos, (2016-2017, 2018,2019) que para MUITOS que não acreditavam, EU (NECA MACHADO, 57 ANOS...) ME VESTI DE CORAGEM, atravessei o Oceano Atlântico, fiz pontes entre Continentes, economizei, coloquei em pratica meus conhecimentos como Administradora, e parti em busca de um IDEAL.
 Levar e difundir a Poesia da Amazônia, do mais longínquo estado no extremo norte do Brasil, o Amapá, para o Mundo, SIM! Minha poesia está no Mundo, via websites (30) e pelas mãos de cidadãos que hoje conhecem minha produção literária, saída da Beira do Rio Amazonas, e hoje em mais de 15 países, da Europa, Oceania a África.
 No fim de 2018 e início de 2019, somam 24 0bras literárias: 22 obras COLETIVAS e 02 individuais (Mitos e Lendas da beira do Rio Amazonas, uma verdadeira saga independente de quem não mendigou esmola para publicações de poesias, contos e crônicas fora da Amazônia.)
UM BELO PRESENTE, sim, resolvi me dar presentes e vou deixar aos outros, imortalizados no MUNDO, contos da Beira do Rio Amazonas, estórias recontadas sob meu olhar.

E TUDO COMEÇOU COM A OBRA “ECOS DE APOLO”, lançada em Lisboa em março de 2016, sob as bênçãos de São José.
Além de mais 06 OBRAS NACIONAIS, 05 em concurso em 02 anos consecutivos da obra “SARAU BRASIL 2016-2017, ” e Concurso de fotografias também em 02 anos consecutivos, 2016-2017- cidades em tons de cinza, da qual a fotografia de uma Lua atrás de uma antena, representando os Mitos e a tecnologia está na obra de 2017.
MERITO MEU!
E MEU AGRADECIMENTO ´SOMENTE AO MEU ESPOSO- MANFRED HAASE- um engenheiro alemão que deixou um Pais por me AMAR, meu amigo, meu companheiro, meu MECENAS, (falecido de câncer em Portugal-Porto em 04.11.2017, cremado em 08.11.2017 e suas CINZAS depositadas no Oceano Atlântico em 25.11.2017.)
A ele, sim, meu AGRADECIMENTO.


OS SONHOS QUE SE REALIZARAM, E OS QUE FICARAM PELO CAMINHO EM MEIO SECULO DE EXISTENCIA.

“OS SONHOS QUE FICARAM PELO CAMINHO...”

·         Na estação do metrô em Portugal, repenso na Angolana que raspava loterias, talvez pensando em um futuro melhor para si e sua família e resolvo “revolver” na memória, velhos SONHOS QUE FICARAM PELO CAMINHO...

·         (MAS, MUITOS, DELES SE CONCRETIZARAM, GRAÇAS A MINHA DETERMINAÇÃO.)


·         Com o passar dos anos, aprendi a ter discernimento e a absolver sabedoria de outros mais experientes.

·         Observo que o envelhecimento trouxe para muitos, demência, MUITOS DIVAGAM, VIVEM SEUS DEVANEIOS, mas, no meu caso, me trouxe MUITA CORAGEM, coragem de sair do lugar, coragem de descobrir novos sabores, coragem de conhecer novas culturas, coragem de ariscar.



PORTUGAL
·         Quando DECIDI investir na poesia internacional, MUITOS até talvez me tenham qualificado de “louca” por querer SONHAR TÃO ALTO, quando em terras onde nasci, sequer o respeito é notado ao meu trabalho de décadas, talvez morta tenha reconhecimento, mas NÃO estarei contente onde estiver, porque nem quero ser sepultada, pelos meus DESEJOS, quero ser CREMADA e minhas cinzas jogadas no OCEANO ATLANTICO na Europa, “não quero ser jogada no Rio Amazonas por favor, e nem terei o prazer de sorrir ao receber homenagens póstumas.”

·         (Deixarei em vida um codicilo a Dimitrius, meu filho que tem me acompanhado que meu desejo seja concretizado.)


·         E volto a lembrar de quantos sonhos por aí ficaram no caminho. Muitos têm sonhos, outros divagam, outros deliram...
LEMBRANÇAS

·         Sou Professora e um dia uma aluna minha que tinha problemas com outra aluna por ciúmes, a aluna criticada era linda, e a outra menos bela, um dia perguntei sobre sonhos na sala de aula a ela, e me respondeu que queria ir para o Canadá. Talvez nem tenha saído de Macapá.

·         Observei que um Homem sentava em um banco décadas, as vezes delirava, noutras somente criticava, mas, continuava no mesmo lugar, não comprou uma bicicleta nova, não tem uma casa longe da lama, não foi a universidade, mas, talvez tivesse sonhos, que nunca realizou, continuava no mesmo lugar, mudou apenas o banco, agora tem outras cadeiras velhas ao seu redor.


·         Continuei a observar uma Mulher cheia de sonhos de grandeza, megalômana, só pensava em riqueza, não tem trabalho, não passou em um concurso público e não é mais jovem, nunca foi bela. O tempo passou.
 Continua na lama, sentindo o cheiro de fezes, talvez tenha conquistado um novo amor, talvez pela sua agressividade, e seus nomes obscenos, tenha sido agredida por outro nas madrugadas, deveria ter mais humildade e não perder seu tempo, assim seus SONHOS seriam realizados.

·         Aí lembrei de um jovem que SONHOU que, queria ir para o exterior, se perdeu no caminho, nem planejou sua viagem e seus sonhos ficaram no ar, deu trabalho para a família, viajar exige determinação, planejamento, economia, controle, conhecimento do País com suas LEIS. Senão vai ficar no aeroporto, e ser deportado, eu já vi um monte barrado na Europa.
·         A legislação funciona, são rigorosos.

·         E EU, só queria em SONHOS, por ter um “açaizal” 100 pés de açaizeiros no meu quintal, só queria comprar uma amassadeira de açaí para tomar um açaí puro, limpo de impurezas.
 Tenho procurado comprar açaí, mas me decepciono cada vez que descubro produtos que colocam no açaí que perde até o “roxo” de sua cor, nem comprei a amassadeira, viajei mais de 11 Países, sim, Países, da Oceania a Europa, passando pela América do Sul, e não comprei minha AMASSADEIRA DE AÇAI, e nem vou comprar mais, um SONHO que ficou pelo caminho. Junto com outro que era comprar uma máquina de moer cana, sim, amo GARAPA fresca, pura, saída na hora, mas, infelizmente, estes SONHOS, não serão concretizados, não vou comprar mais.
·         Mas um SONHO que se realizou, foi ver o MAR, amo o MAR, tenho até MAR em meu nome MAR+IA= MARIA.

AMO CONTEMPLAR O MAR, poderoso, as vezes tempestuoso, as vezes cheio de calmaria, noutros pura REVOLTA de aguas, amo, simplesmente AMO SOMENTE CONTEMPLAR, não gosto de duelar com o MAR, deixo a ele o PODER de ser imperador das aguas, não gosto de navegar no mar, gosto apenas de CONTEMPLAR. E quero ser depositada no MAR, voltar ao MAR, minhas cinzas jogadas ao MAR.




OBRAS EM PORTUGAL >

1.    ECOS DE APOLO-LISBOA 2016-POEMA

2.    PALAVRAS (COM) SENTIDAS-LISBOA-2016- CONTO


3.    ARTE PELA ESCRITA NOVE-PORTO-2016- POEMA

4.    GRAÇAS A DEUS-LISBOA-2016- CONTO


5.    DELIRIOS-PORTO-2017-

6.    GRAPHEIM- LISBOA-2017-


7.    MULHER-LISBOA-2017

8.    É URGENTE O AMOR-LISBOA-2017


9.    POEMA MULHER-LISBOA-2017

10. ETERNAMENTE-SINTRA-2017


11. A VIDA EM POESIA 02 -LISBOA-2017- ED. HELVETIA

12. MITOS E LENDAS-PORTO-2017-INDEPENDENTE


13. MITOS E LENDAS-PORTO-2017-INDEPENDENTE

14. ENTRE MUNDOS (     )


15. FURIA DE VIVER-PORTO-2017- EDITOR-

16.  - 04 ESTAÇÕES-PORTO-2017- ED.JORGE RAMOS

17. FAZ DE CONTO- Livro em Português e Inglês, lançado em Genebra- MAKE BELIEVE-28.04.2018- ED. HELVETIA- CONTO

18. A VIDA EM POESIA 3- LANÇAMENTO EM LISBOA-09.2018

19. TRIBUTO AO SERTÃO- CONTO- VESTIDO DE LUREX-LANÇAMENTO EM ZURIQUE-SUIÇA- 10.2018 ED. HELVETIA

20. ALEM DA TERRA, ALÉM DO CÉU-EDITORA CHIADO-PORTUGAL –BRASIL lançamento em São Paulo-07.10.2018

21. VOZES PORTUGUESAS- 3ª ANTOLOGIA DO NUCLEO ACADEMICO DE LETRAS E ARTES DE PORTUGAL-03.2019.


·         ECOS DE APOLO
POEMA POR QUE?

Neca Machado


POR QUE(?)

Por que esconder a emoção?
Se o meu coração te quer?
Por que fazer do percurso
Uma estrada sem fé?
Por que não olhar estrelas
Mesmo no escuro?

Por que não aportar
No meu Porto Seguro?

Por que sempre questionar
E depois?

Se o que queremos, sabemos
Somente os dois.

Por que não descobrir?
Mesmo em sombras...

Por que não transformar o mar
Sem ondas
Revoltas ou amenas?

Se este momento é sereno, e o meu nome SERENA, MORENA....

Por que só questionar, e agora?

Talvez eu nem seja somente Senhora
Seja a outra na alcova
Sem horas....

Por que olhar nos pés
Se quando eu quero correr?
Por que parar minha ânsia, se quero sofrer?

O amor não é sofrimento?

Responda se querer.

Por que a saudade corroi
Destrói
Constrói
Mutila?

Mas não sou esta Ilha
Sou COMPANHIA, Lembra?... SOU COMPANHIA.

Gosto do riso perdido
Gosto do prazer não contido
Gosto de não ter limites,

Gosto do teu Poeta satírico.... (Du Bocage....)

Sou parte de tua estrofe sem rima....
Sou verso em busca de sina....

Sou badalo sem torre
Sou fogo sem chama

Me deixa ser tua ESCRAVA E AMA...

Na cama....

Não quero ser tua amarra
Não quero ser tua DONA
Não quero caminhar teus passos
Quero somente abraços
Quero teu afago de Rei.

Quero teu sorriso perdido
Quero tua boca entreaberta
Quero teu sussurro de apreço, e teu gemido.

Reza sem terço

Prece sem destino....

Vem ser MEU MENINO.

Quero teu Perfume
Quero descobrir sabores
Quero fazer aquarelas
Com minhas cores....

QUERO VOCÊ
Nos meus dias
Na minha rotina
Quero abrir minha janela
E te descobrir no horizonte
Fazer de você minha fonte
Trazer o raio do sol em minhas mãos.

Voar com o Pássaro livre
Nas asas de uma LIBERDADE imaginaria, mas, sutil.

Em julho e não em abril.


2-    PALAVRAS COM SENTIDAS- LISBOA 2016- CONTO

PALAVRAS E SILENCIO

 Aos 50 anos refiz uma trajetória de repensar valores.
Antes tão crítica nas palavras soltas ao vento, tão prudente no pensar, aos poucos o caminhar pelos anos, traçaram um novo curso de novas compreensões. A razão deu lugar a emoção. Palavras não tão ditas, nem tão amargas, nem tão amenas, consentidas na serenidade eram como caminhos a percorrer por lugares inimagináveis, a luz das fotografias eram focos na memória eternizada no pensamento. O rosto assim se modificou, os olhos tinham novas funções, eram mais observadores e cheios de sabedoria, perfilavam antes das conceituações. E ele soberano reinava entre as emoções. O silêncio. Muitas vezes preferi o silêncio das horas, a contemplar lugares que antes sem significação, tornaram-se tão importantes para o meu crescimento, um por de sol, não era mais que um por de sol, era pura contemplação da natureza sem palavras, com emoção, suas cores entrelaçadas de energia não precisavam de palavras, mas, sim, de sentimento. A chuva que caía na pequena floresta do meu quintal, não era mais apenas um fenômeno da natureza, era lirismo poético na alma trazida com o silencio.
 As vezes abria os lábios em um sorriso enigmático onde somente eu e o Silêncio fazíamos parte de um ritual, o segredo era nosso.


3-    ARTE PELA ESCRITA NOVE- PORTO-2016- POEMA

AS PEDRAS DO DOURO

Rio de Ouro, Douro
Rio de curso de sonho imaginário que se tornou real.

E lá estava EU parida nas entranhas da Amazônia
A caminhar por tuas fendas cheias de mistérios.
Limos de um brilho intenso, lavando tristezas
E me deixando extasiada com o Azul de teu manto,

Rio Douro, Rio de Ouro, meu Rio e teu....
Como as Gaivotas, sobrevoei o Atlântico para te contemplar.
Me vesti de asas de ouro, para chegar ao Douro.
Me vesti de coragem para te enfrentar face a face
E nas tuas escunas, pescar meu Sonho
Que aportou nas tuas Pedras.
Douro, meu ouro...
Douro meu e teu nos sonetos traçados por milhões que te conhecem de perto
E como a Ponte de Dom Henrique
Repousa sobre teu leito
Ela é tua coroa de ouro
Rio Douro.
Sobrevoei ilhas e mais ilhas, cidades e estados
E tu Rio Douro, Rio do Ouro
Foste o mineral que encontrei junto dos meus sonhos de Caboca nortista.

Rio Douro
Meu frio, nem é tão intenso, porque meu coração imenso é puro calor,
Quando caminhei sobre tuas Pedras.
E nas fendas perdidas entre frestas como um mosaico
Tuas aquarelas reinam soberana
Em minhas cores.
E lá vou EU nas asas das Gaivotas te desbravar
Pelos teus caminhos de Ouro, Rio Douro.
4-    GRAÇAS A DEUS- LISBOA-2016 – CONTO


A LUA ME CEGOU!


CONTOS DA BEIRA DO RIO AMAZONAS

A velha rua da Praia acordou com os gritos assustados de alguém que perambulava sem rumo, gritando em uma voz cheia de medo: “A Lua me cegou, a lua me cegou, a lua me cegou...”

Maltrapilho, descalço e parece CEGO.
Foi assim que o delegado de polícia da capital o encontrou, foi chamado por moradores que assustados pareciam petrificados sem entender a situação. O delegado abriu os olhos do coitado, e sem explicação nenhuma, dizia que não tinha nada ali, deve ser um “cisco” que caiu no teu olho, repetia. E o pobre Homem continua a gritar: “foi a lua, foi a lua, foi a lua…”
Foi levado num camburão da polícia para o Hospital geral que era o mais próximo da rua da praia. E por orientação medica foi mandado para o departamento de psiquiatria.
No outro dia, parentes avisados o procuram por lá, ainda estava cego.
A Mãe repetia que ele “era bom”, não tinha problemas nos olhos, que enxergava tudo, que andava sozinho por Macapá, que gostava dos puteiros e do quebra mar.

Mas, enfim, ele estava cego!
A cegueira repentina para ele tinha uma causa: “Foi a Lua”
Ainda meio tonto dos remédios que lhe deram, ele tentava lembrar de alguma coisa.
Disse que estava na frente do Mercado Central, que pegou um carreto de bananas e foi deixar na quitanda da Mulher, que nem sabia o nome, e que ela tinha lhe dado uns trocados, e que feliz foi tomar umas no boteco da esquina com uma morena que acabara de chegar no Igarapé das Mulheres e agora fazia “ponto” por ali...
Depois foram passear no trapiche, que naquela noite tinha uma bela LUA.
Ainda tentou fazer uma poesia, mas não era letrado.
De mãos dadas correram os dois pela Pedra do Guindaste, sempre fitando a Lua, redonda feita uma peteca azul dizia ele.
Parece que era meia noite.
E aí, foi quando lembrou que não enxergava mais.
A última visão foi a LUA. Cheia de gente, cheia de mistérios, cheia de desejos inimagináveis...

E agora ele CEGO.
Os anos se passaram e ele continua a repetir, muitas vezes agora com uma velha bengala de companhia “FOI A LUA, foi a lua, foi a Lua...”
Foi culpa da LUA.

A LUA ME CEGOU!

(Para muitos Pajés da floresta Amazônica a LUA e cheia de mistérios, encantos e enigmas. Cuidado, a LUA também deixa marcas…)



5-    DELIRIOS- PORTO-2017- POEMA

AS LEMBRANÇAS SÃO COMO MARÉ...
Por > Neca Machado

As lembranças são como Maré
As vezes revoltas, noutras amenas
As vezes batem no fundo da alma serena
As vezes quebra a beira do cais.

As Lembranças são como Maré
Levam tão longe o pensamento
Nos transportam no silencio dos ventos
Nos devolvem no mesmo Porto de origem
Quando abrimos os olhos,
E descobrimos o ECO de nossa saudade.

As lembranças são como Maré, limpam as dores
Levam temores
Trazem sabores distantes
Em uma linguagem olfativa
Que nos transporta a um porto sem rumo.
E nas entranhas da alma, a rede da nostalgia
Tece sua teia.


As lembranças são como Maré...
Caminham sorrateira sobre um curso de rio
Chegam ao Mar
Nos deixam com frio, sem nos acalentar.
Nos transportam em suas ondas bravias, ou amenas,
Nos deixam lembranças, amargas ou serenas.
 Nos embriagam com a contemplação de um horizonte,
São fonte de inspiração,
São caminhos de emoção,
São túmulos a abrigar lembranças amargas,
São luzes em tuneis de fé,
Lembranças são como MARÉ!



6-    GRAPHEIN- LISBOA-2017- POEMA

NECA MACHADO
SOU UMA AMAZÔNIDA!



Ao nascer no norte do Brasil, na fronteira com a Guiana francesa ao sabor do vento do maior rio de água doce do mundo, o Amazonas, me considero UMA AMAZÔNIDA em sua plenitude.



Minha terra também tem Palmeiras, parodiando o poeta nacional, e pelo seu solo pátrio os pássaros que aqui gorjeiam também são cantadores. Por minhas entranhas os senhores da floresta abençoaram-me com suas ervas miraculosas e num magnífico cenário desta paisagem singular, me fortaleço continuamente fazendo com que meu sangue nativo circule com a força de meus ancestrais indígenas e africanos.


SOU UMA AMAZÔNIDA!


Por cultivar minha origem
Por amar minha raiz
Por debruçar-me sobre este solo,
Com a força motriz.
De quem sabe de sua historia
De quem ama o seu País.



SOU UMA AMAZÔNIDA!

Sentada nas embarcações
Caminhando sobre bolsões...
Cultivando o meu solo
Preservando minha fonte,
Sou deste solo errante
Como o maestro lapidante,
Que nas águas barrentas
Deste torrão tucuju
Descobre seu diamante.



SOU UMA AMAZÔNIDA!



De vagidos cristalinos
De soberbo coração,
Que navego andarilha
Pelos campos altaneiros,
Deste solo trigueiro
Fincado no meio do mundo,
Abençoado e profundo.






SOU UMA AMAZÔNIDA!


Nascida na maior Floresta
Sentindo o vento na testa
Fazendo de minha aquarela,
Uma verdadeira festa.
Pedindo sempre a benção
De meus deuses e padroeiros,
Para que nunca pereça.
Em momentos traiçoeiros.



SOU UMA AMAZÔNIDA!

Voando em asas imaginarias
Como uma Fênix nortista
Que nunca perde de vista,
O chão de sua raiz.
Posso caminhar tão longe
Que sempre volto faceira,
Para minha terra altaneira
No Norte deste País.



SOU UMA AMAZÔNIDA!

Que desce nossas ladeiras,
Que se extasia por inteira,
Com as manifestações
Que varam noites a fio
Neste recanto sutil,
Onde o som do Batuque
Penetra na carne
Cortando em golpes certeiros
Lembranças de meus pioneiros.
No vai e vem do equinócio.
Como animais no CIO.



SOU UMA AMAZÔNIDA!



Banhada com água benta
Apaixonada por pimenta
Que se embrenha nas matas
Cortando nossos afluentes,
Como a lamina luzente
De um viageiro andante
Debruçado sobre sabores
Desta terra singular
Onde cheiros e paladares
São divinos manjares
De Deuses do além mar.




SOU UMA AMAZÔNIDA!



De pés na areia
Na lama
Na chuva,
Na maré.
Na calçada,
Na verdejante floresta,
Desta terra abençoada,
Por uma linha imaginaria cortada
Na beira de um Igarapé.



7-    POEMA-MULHER- LISBOA- 2017 – POEMA

MEU NOME É MARIA!
SOU TEMPESTADE E CALMARIA!

“Posso ser atingida por ondas, mas, não afundarei, porque se não houver chuvas, não haverá floradas...”


EU não sou Santa,
Nem tenho manto,
Mas, tenho fé...
Desbravo a dor
Cheia de pranto
Faço do encanto
A magia em curso, feito Maré....

MEU NOME É MARIA!
INTENSA, CHEIA DE TERNURA
Caminho, percurso de pura coragem.
Atravesso PONTES entre Continentes sem olhar para trás.

MEU NOME É MARIA...

Posso ser, Joana, sem ter espadas, Vitoria com minhas glorias, Sabrina com meu sabre das entranhas da Mata,
Posso ser uma ISIS tucuju com o sabor da floresta nativa, nascida e parida no Rio Amazonas.
DIANA, iluminada pelo Sol do Equador.
Posso ser MAIA, soberana das Marés.
Posso ser IRENE pacificando meus próprios conflitos.
Posso ser AFRODITE, como uma espuma saída das POROROCAS e das lendas da floresta.
Posso ser MAIA, Terra nativa, cultivando minha essência Raiz.
MAS, SOU, SOMENTE MARIA!
NÃO SOU DEUSA, NEM RAINHA,

APENAS MARIA!
TERRA, CHÃO, MARÉ E CORAÇÃO!

Não sou Santa de candura, mas, cultivo a fé!
Na harmonia das horas
Sou tão Senhora, de Maria a Nazaré...
Sou Senhora de meus Sonhos,
Tenho o encanto da floresta,
Brilho suave na testa
Essência nativa da Terra.
Banhada com a magia de deuses afros.
Que aportaram suas Luzes divinas
Em minha cor.

MEU NOME É MARIA!

Sou descendente afro, cultivada na derme, gravada no amago.
MARIA de suor, lagrimas, dor e alegrias,
MEU NOME É MARIA! TEMPESTADE E CALMARIA.

Maria feito maré sem rumo
Que desagua em norte incerto
Com o vento bravio no rosto, como recompensa
Serena, altiva e MARIA!
ENTRE NAÇÕES, CONTINENTES E OCEANOS...

MEU NOME É MARIA!
Caminheira sem raiz
Com raízes aéreas, motriz de uma força singular.


MARIA compasso
Passo, encanto, magia
Soneto, rima, poesia...
MARIA, MARÉ, TEMPESTADE E CALMARIA!
MEU NOME É MARIA!
ENTRELAÇADA DE SONHOS DE ESPERANÇA.

Percurso e fé,
Caminho, trilhas, ninhos
Prados, montanhas
Céu infinito
Nuvens esparsas
Voo livre, MEL NOS OLHOS...

SOU A MARIA, mas, não sou SANTA.
Sem manto, tenho prantos,
Tenho dor, tenho risos de encantos,
Mas, tenho fé!

MEU NOME É MARIA!
TEMPESTADE E CALMARIA!
Dependendo da euforia.
“ORGULHO DE SER, SIMPLESMENTE MARIA!”


8-    É URGENTE O AMOR- 2017- POEMA


9-    MULHER- LISBOA-2017- POEMA – MEU NOME É MARIA!

10- ETERNAMENTE – SINTRA-2017 – POEMA


11- A VIDA EM POESIA – LISBOA-2017- POEMA

12- MITOS E LENDAS DA AMAZONIA- PORTO-2017 – INDEPENDENTE


13- MITOS E LENDAS DA AMAZONIA – PORTO-2017 – INDEPENDENTE

14- ENTRE-MUNDOS (LANÇAMENTO)


15- FURIA DE VIVER- LISBOA-2017- CONTO

16- QUATRO ESTAÇÕES- 2017- POEMA

17- FAZ DE CONTO-MAKE BELIEVE-GENEBRA-2018 (CONTO)

18- A VIDA EM POESIA 3- LISBOA-09.2018 (POEMA) RIO AMAZONAS

19- TRIBUTO AO SERTÃO- 10.2018 ZURIQUE/SUIÇA (CONTO)VESTIDO DE LUREX

20  - ALEM DA TERRA, ALÉM DO CÉU-EDITORA CHIADO-PORTUGAL –BRASIL - lançamento em São Paulo-07.10.2018

21- VOZES PORTUGUESAS- 3ª ANTOLOGIA DO NUCLEO ACADEMICO DE LETRAS E ARTES DE PORTUGAL-03.2019.
22- AS CARTAS QUE NÃO ESCREVI- 2019 - ED. HELVETIA- (CONTO)
23- POEM'ART - PORTO- 05.2019 (POESIA) ED. DECLAMADOR
24 - LIBERDADE - ED. CHIADO - SÃO PAULO-23.06.2019 (POESIA)