rio

rio

domingo, 28 de junho de 2020

TENHO UM SOL DENTRO DE MIM! (Neca Machado)



Neca Machado mora na EUROPA


"Tenho um Sol dentro de mim, (Neca Machado-Europa)

Que me aquece do frio,
Que me transporta pelo Rio quando quero navegar e caminho sobre marés deixando o brilho da luz se embrenhar nos meus pés, e alcanço o oceano.



Tenho um Sol dentro de mim... Que me torna LUZ

Que ilumina meu caminho
Quando o percurso é íngreme, e torna-se o meu guia, para que eu chegue ao meu destino.



Tenho um Sol dentro de mim…. Que me torna LUZ

Que busca força irreal
Trazendo o sobrenatural
Quando estou a sucumbir...



Tenho um Sol dentro de mim. Que me torna LUZ

Que me transforma e me ilumina
Transformando a simples menina em uma guerreira audaz.



Tenho um Sol dentro de mim... Que me torna LUZ

Que faz a cor da beleza
Se eternizar na natureza, florescendo minhas manhãs,


Tenho um Sol dentro de mim, Que me torna LUZ

Que impulsiona minha rotina
E que com ele caminho
Em busca de um novo horizonte
E ele é minha fonte, ele é minha ponte para transportar meus desejos
Inesgotável de LUZ.

Tenho um Sol em minhas mãos que está dentro de mim.





BOM DIA DA NECA MACHADO (EUROPA) Dalida-Pour ne pas vivre seul

domingo, 21 de junho de 2020

IGREJA DO BOM JESUS DE BRAGA - CONHECENDO PORTUGAL

(Neca Machado na Igreja de Bom Jesus do Monte-Braga-PT)


Santuário do Bom Jesus do Monte (também referido como Santuário do Bom Jesus de Braga) localiza-se na freguesia de Tenões, na cidade, concelho e distrito de Braga, em Portugal. Fica situado nas proximidades do Santuário de Nossa Senhora do Sameiro.


Este santuário católico dedicado ao Senhor Bom Jesus constitui-se num conjunto arquitetónico-paisagístico integrado por uma igreja, um escadório onde se desenvolve a Via Sacra do Bom Jesus, uma área de mata (Parque do Bom Jesus), alguns hotéis e um funicular (Elevador do Bom Jesus).
Foi elevado a basílica-menor em 5 de julho de 2015.
A sua peculiar disposição serviu de inspiração para outras construções, como por exemplo o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego, e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos na cidade de Congonhas, em Minas Gerais, no Brasil.
Está classificado como Monumento Nacional e declarado Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Os escadórios vencem um desnível de 116 metros e estão divididos em três lanços: 581 degraus

Escadório do Pórtico

É acedido pelo Pórtico do Bom Jesus, um arco no início da escadaria, onde se encontra o brasão com as armas do responsável pela sua construção, em 1723, o então Arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles. Neste lanço inicial encontram-se as primeiras capelas da Via Sacra do Bom Jesus, erguidas no mesmo período.

Escadório dos Cinco Sentidos


Fontes alegóricas aos Cinco Sentidos.
Neste trecho do escadório desenvolvem-se cinco lances de escadas, intervalados por patamares com fontes alegóricas aos cinco sentidos, pela seguinte ordem: "Visão", "Audição", "Olfato", "Paladar" e "Tato".
Estas fontes são precedidas por outra, a "Fonte das Cinco Chagas", onde se lê a seguinte inscrição: "Fontes de púrpura abriu então o ódio amargo; agora o amor transforma-os aqui em cristais para ti."
Fonte da Visão
Caracteriza-se por uma figura que lança água pelos olhos, e possui a inscrição: "Varão prudente, toma-as por um sonho e assim vigiarás." Do lado direito, uma estátua de Moisés traz a inscrição "Aqueles que feridos olhavam saravam", e outra de Jeremias, com a inscrição "Eu vejo uma cara vigilante".
Fonte da Audição
Caracteriza-se por uma figura que lança água pelos ouvidos, com uma estátua de Idito a tocar cítara e a inscrição "Que cantava ao som da cítara, presidindo os que cantavam e louvavam o Senhor". Do lado esquerdo encontra-se David, com a inscrição "Ao meu ouvido darás gozo e alegria", defronte a uma mulher com a inscrição "Tua voz soe aos meus ouvidos".
Fonte do Olfato
Caracteriza-se por uma figura que lança água pelo nariz, com uma estátua de um varão encabeçada pela inscrição "Dai flores como o lírio e rescendei suave cheiro". Do lado esquerdo encontra-se a figura de Noé, e do direito Sulamita com a inscrição: "A tua estatura é semelhante a uma palmeira... e o cheiro da tua boca é como o das maçãs".
Fonte do Paladar
Caracteriza-se por uma figura que lança água pela boca, com uma estátua de José do Egito com um cálice e um prato nas mãos, e a inscrição "A tua terra seja cheia das bênçãos do Senhor, dos frutos do céu e do orvalho". Do lado esquerdo, a figura de Jónatas com a inscrição "Provei um pouco de mel na ponta duma vara e eis porque morro" e, do direito, Esdras com a inscrição "Prove o pão, e não nos abandones, como o pastor no meio dos lobos".
Fonte do Tato
Caracteriza-se por uma figura que segura uma bilha com as duas mãos, de onde lança água, com a estátua de Salomão e a inscrição "As minhas entranhas estremeceram ao seu toque". Esta estátua está ladeada por Isaías,com a inscrição "Tocou a minha boca", e a de Isaacinvisual, com as mãos estendidas à procura do filho e a inscrição "Chega-te a mim, meu filho, para que te toque".

Escadório das Três Virtudes


Fontes alegóricas às Três Virtudes.
Nos mesmos moldes do Escadório dos Cinco Sentidos, este trecho data de 1837. Possui três fontes dedicadas às Virtudes teologais: a , a Esperança e a Caridade.
Fonte da Fé
Apresenta a inscrição "Correrão dele águas vivas", e as suas alegorias referem-se à Docilidade e à Confissão.
Fonte da Esperança
Caracteriza-se por uma figura da arca de Noé por baixo da qual cai a água. Apresenta a inscrição "Arca na qual... se salvaram almas", e as alegorias referem-se à Confiança e à Glória.
Fonte da Caridade
Caracteriza-se por uma estátua de mulher com duas crianças nos braços, com a inscrição "São três estas virtudes... a maior delas, porém, é a caridade". A água jorra do coração de uma das crianças, e as alegorias referem-se à Benignidade e à Paz.
O escadório, num total de 581 degraus, culmina no Terreiro de Moisés, onde se localiza a Fonte do Pelicano e a Estátua de São Longuinho, a que se segue o adro e a Igreja do Bom Jesus.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA


NECA MACHADO



“MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS”
(LEMBRANÇAS AMARGAS)
*O SONHO EUROPEU DE CABOCAS DA AMAZÔNIA
RELATOS REAIS- PESQUISAS NA AMAZÔNIA






Amazônia-BRASIL



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SINOPSE

MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS
(By: Neca Machado)

          “Um dia ao escutar uma estória triste de uma Velha Prostituta”, refleti sobre suas dores e seus desamores, e decidi que UM DIA colocaria emoção nas suas paixões em forma de poesia, e durante quase trinta anos como jornalista Colaboradora, o tema não me saiu da memória, e quase na porta dos sessenta anos, resolvi deixar as futuras gerações, muitas delas de Prostitutas modernas, estórias antigas de sonhos que não se tornaram realidade, de projetos de enriquecimento através da venda de seus corpos que as destruíram, tanto fisicamente como mentalmente.”
Memórias de Putas Velhas, é uma coletânea de lagrimas, e de dores, feridas que nunca cicatrizaram, na alma e na derme. Uma reflexão para Mulheres que poderiam ter outras opções, mas escolheram um falso amor, porque muitas na prostituição também se apaixonam por seus clientes, e não são correspondidas.
Estórias de dependência química do falso amor, e das drogas licitas e ilícitas.
Relatos de aprisionamentos, violências físicas e mentais, torturas e assassinatos, fantasias assustadoras da natureza desumana, numa essência poética de fácil linguagem, minha característica literária.
Um leitor de minhas crônicas como jornalista, me disse um dia que minha escrita era pura emoção.
Concordei!




APRESENTAÇÃO


          Como uma verdadeira Mulher da Amazônia, nascida no extremo norte do Brasil, fronteira com a Guiana francesa, meio do mundo literalmente, na Linha do Equador, estado banhado pelo majestoso Rio Amazonas, “sinto me na obrigação de deixar as futuras gerações este relato exaustivo de pesquisas realizadas por mim, ao longo de mais de três décadas, como Jornalista”
Escutei desde criança, estórias de terror de Mulheres ribeirinhas, que iludidas por sonhos de prosperidade com a valorização do “franco” moeda europeia da década de setenta, se aventuravam pelas correntezas do Rio Oiapoque, em busca de um futuro melhor, muitas morreram, desapareceram sob as aguas e nunca foram encontradas, outras sobreviveram para relatar a poucos ouvintes suas dores.
São mais de 200 relatos reais que escutei atenta sem interferir, e agora reproduzo de maneira literal em forma de contos, uma odisseia de terror. Muitas conseguiram sobreviver as doenças, as humilhações e as diferenças culturais entre o Brasil, extremo norte, muitas vieram também do Nordeste e a Europa. Outras não gostam de lembrar do passado, tem filhos oriundos dessas relações, muitas conseguiram cartas de residentes, outras tantas falam o idioma francês com fluência, porque Caiena na Guiana francesa continua sendo um Condado da França.
São estórias reais com a “minha característica” de reproduzi-las com pura emoção literal.






BIOGRAFIA
Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018 e 2019. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)





domingo, 14 de junho de 2020

MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS

O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA






NECA MACHADO



“MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS”
(LEMBRANÇAS AMARGAS)
*O SONHO EUROPEU DE CABOCAS DA AMAZÔNIA
RELATOS REAIS- PESQUISAS NA AMAZÔNIA






AMAZÔNIA-BRASIL
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APRESENTAÇÃO


          Como uma verdadeira Mulher da Amazônia, nascida no extremo norte do Brasil, fronteira com a Guiana francesa, meio do mundo literalmente, na Linha do Equador, estado banhado pelo majestoso Rio Amazonas, “sinto me na obrigação de deixar as futuras gerações este relato exaustivo de pesquisas realizadas por mim, ao longo de mais de três décadas”, como Jornalista, tenho DRT.
Escutei desde criança, estórias de terror de Mulheres ribeirinhas, que iludidas por sonhos de prosperidade com a valorização do “franco” moeda europeia da década de setenta, se aventuravam pelas correntezas do Rio Oiapoque, em busca de um futuro melhor, muitas morreram, desapareceram sob as aguas e nunca foram encontradas, outras sobreviveram para relatar a poucos ouvintes suas dores.
São mais de 200 relatos reais que escutei atenta sem interferir, e agora reproduzo de maneira literal em forma de contos, uma odisseia de terror. Muitas conseguiram sobreviver as doenças, as humilhações e as diferenças culturais entre o Brasil, extremo norte, muitas vieram também do Nordeste e a Europa. Outras não gostam de lembrar do passado, tem filhos oriundos dessas relações, muitas conseguiram cartas de residentes, outras tantas falam o idioma francês com fluência, porque Caiena na Guiana francesa continua sendo um Condado da França.
São estórias reais com a “minha característica” de reproduzi-las com pura emoção literal.





BIOGRAFIA
Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018 e 2019. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)





HOMENAGEM A TODAS AS “MARIAS “

Começo essa odisseia literária com um POEMA dedicado a “TODAS AS MARIAS”

MARIAS, anônimas, verdadeiras heroínas, muitas analfabetas, outras tantas sem perspectivas de um futuro educacional, que viram na prostituição um galgar para terem melhores “qualidade de vida”, numa vida “considerada por muitos imbecis, FÁCIL, mas que de fácil era um verdadeiro inferno na Terra, me disse “uma velha prostituta. ”

MARIAS, subjugadas a verdadeiras torturas, maltratadas por verdadeiros homens-animais, que viam no sexo, apenas um extravasar de espermas, fazendo delas, deposito de seus excrementos, muitas delas, morreram de doenças sexualmente transmissíveis sem sequer saberem o nome, diziam algumas que começava apenas com um “esquentamento”, e aí, tantas outras foram contaminadas por hepatite “C”, AIDS, tuberculoses, pegaram malárias 10 vezes, me disse uma...

E tantas outras até hoje tem vergonha do passado.

MARIAS, sem véu, sem mantos, somente com prantos...

MARIAS, que sorriam na hora do pagamento, mas que choravam por dentro na hora de irem para a cama com homens, sujos de corpo e de alma, muitos vindos dos garimpos, sem higiene, violentos e sem educação, homens afrodescendente verdadeiros animais, nascidos no outro lado do rio Oiapoque, me disse outra, eram “avantajados sexualmente” e “nos arrebentavam literalmente” me disse outra.

TENHO ORGULHO DE SER “MARIA”, MEU NOME É MARIA!

Este livro é DEDICADO A TODAS AS “MARIAS”: (Maria... Raimunda, Joana, Joaquina, Tereza, do Carmo, Conceição, Isaura, Izabel, Cecilia, Celia, Osvaldina, Lucia, Antonia, Benedita, das Dores...E a Todas as outras que se envergonharam na PROSTITUIÇÃO de serem MARIAS, e mudaram seus nomes originais.

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“IN MEMORIAN”

DE
TODAS

AS "MARIAS", MORTAS NA PROSTITUIÇÃO
(  +  )



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MEU NOME É MARIA! (Neca Machado)
TEMPESTADE E CALMARIA.



MEU NOME É MARIA!
SOU TEMPESTADE E CALMARIA!

“Posso ser atingida por ondas, mas, não afundarei, porque se não houver chuvas, não haverá floradas...”


EU não sou Santa,
Nem tenho manto,
Mas, tenho fé...
Desbravo a dor
Cheia de pranto
Faço do encanto
A magia em curso, feito Maré....

MEU NOME É MARIA!
INTENSA, CHEIA DE TERNURA
Caminho, percurso de pura coragem.
Atravesso PONTES entre Continentes sem olhar para trás.


MEU NOME É MARIA...

Posso ser, Joana, sem ter espadas,
 Vitoria com minhas glorias,
 Sabrina com meu sabre das entranhas da Mata,
Posso ser uma ISIS tucuju com o sabor da floresta nativa, nascida e parida no Rio Amazonas.
DIANA, iluminada pelo Sol do Equador.
Posso ser MAIA, soberana das Marés.
Posso ser IRENE pacificando meus próprios conflitos.
Posso ser AFRODITE, como uma espuma saída das POROROCAS e das lendas da floresta.
Posso ser MAIA, Terra nativa, cultivando minha essência Raiz.
MAS, SOU, SOMENTE MARIA!
NÃO SOU DEUSA, NEM RAINHA,

APENAS MARIA!
TERRA, CHÃO, MARÉ E CORAÇÃO!

Não sou Santa de candura, mas, cultivo a fé!
Na harmonia das horas
Sou tão Senhora, de Maria a Nazaré...
Sou Senhora de meus Sonhos,
Tenho o encanto da floresta,
Brilho suave na testa
Essência nativa da Terra.
Banhada com a magia de deuses afros.
Que aportaram suas Luzes divinas
Em minha cor.

MEU NOME É MARIA!

Sou descendente afro, cultivada na derme, gravada no amago.
MARIA de suor, lagrimas, dor e alegrias,
MEU NOME É MARIA! TEMPESTADE E CALMARIA.

Maria feito maré sem rumo
Que desagua em norte incerto
Com o vento bravio no rosto, como recompensa
Serena, altiva e MARIA!
ENTRE NAÇÕES, CONTINENTES E OCEANOS...

MEU NOME É MARIA!
Caminheira sem raiz
Com raízes aéreas, motriz de uma força singular.


MARIA compasso
Passo, encanto, magia
Soneto, rima, poesia...
MARIA, MARÉ, TEMPESTADE E CALMARIA!
MEU NOME É MARIA!
ENTRELAÇADA DE SONHOS DE ESPERANÇA.

Percurso e fé,
Caminho, trilhas, ninhos
Prados, montanhas
Céu infinito
Nuvens esparsas
Voo livre, MEL NOS OLHOS...

SOU A MARIA, mas, não sou SANTA.
Sem manto, tenho prantos,
Tenho dor, tenho risos de encantos,
Mas, tenho fé!

MEU NOME É MARIA!
TEMPESTADE E CALMARIA!
Dependendo da euforia.
“ORGULHO DE SER, SIMPLESMENTE MARIA! ”



(Neca Machado, está APOSENTADA, e mora na EUROPA)


MEU NOME É MARIA!  MAR, MARÉ, MARESIA...
TEMPESTADE E CALMARIA



O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA


                                          A MORTE DA PUTA “NIKITA”

(Neca Machado está APOSENTADA e mora na Europa)



(Neca Machado)
BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)






A MORTE DA PUTA “NIKITA”


A cena parecia filme de terror, me disse ELA (  )
Prostitutas gritando, o sangue escorrendo no meio da poeira...


          NIKITA, não era seu nome, ninguém nem sabia sua origem, contava tanta mentira que logo a máscara caiu.
Quando se vai para o garimpo ou para se viver outra vida, como a da prostituição, mulheres que tem um pouco de “inteligência” repetia ELA, (   ) esquecem o passado, muitas têm família, outras estudaram até o 2º grau, me pergunta: ainda tem segundo grau?
Respondonão existe mais, a educação mudou, estamos em pleno século XXI e agora tem ensino tecnológico.

O que?
Deixa para lá, continue, repito.
E me disse que naquele dia, parece até que o céu chorou.
Ela estava lá, escutou falar do crime.

           NIKITA era Homem, chegou ao Oiapoque vestida de Mulher, era linda, tinha os olhos feito uma peteca, verdes, brilhantes, o corpo de um menino de 15 anos, fala mansa, unhas bem pintadas, cabelo sedoso, o seio pequeno tentava aparecer que era uma verdadeira Mulher, sentava com as pernas cruzadas feito uma Dama, o batom sempre impecável, as argolas pareciam de ouro, disse que ganhou de um garimpeiro, acreditei, era ouro mesmo.

NIKITA, não sabe nem como foi apelidada de NIKITA.

Disse que conheceu um gringo, que ele tinha ido a Rússia e que a achava parecida com uma tal NIKITA, ela gostou tanto do nome que resolveu mudar o seu original e ficou apenas NIKITA.

Atravessou o Rio numa catraia, com tanto medo que os dentes não paravam de bater, dizia que aquilo era uma verdadeira odisseia, que merecia ter o seu próprio filme, que sua vida era um roteiro para fazer sucesso em Hollywood.

NIKITA foi parar num garimpo no meio da mata,  
Na primeira malária só queria voltar.
Mas, prometeu que ia comprar um fusca, seu sonho de consumo, e disse que nunca ia desistir.
Seus dentes ainda bons, mereciam tratamento melhor.
Correndo da polícia francesa deixou cair até a pasta de dentes e para não ficarem amarelos (cheios de carie) lavava de manhã a boca com pedaços de carvão, que sobravam do fogo para o almoço, escutou de um cliente que o carvão deixava branco, e era verdade, repetia.

NIKITA teve muito amores-Clientes.

E também teve muitos inimigos, mulheres que foram ao garimpo acompanhar seus maridos em busca do ouro, prostitutas Velhas que tinham ciúme de sua juventude, prostitutas feias que invejavam sua beleza ariana, e ela dizia que era descendente de russos, e quem a não conhecia, a chamava de RUSSA.

Um dia chegou um garimpeiro jovem, que “bamburrou” em outra “currutela”, comprou logo um trator novo, vários moinhos, canos longos para retirar cascalhos e tinha um monte de “interesseira” nos seus futuros lucros, mas ele se apaixonou por NIKITA.

ELA usava um short minúsculo, uma blusa amarrada na cintura fina, e as belas argolas de ouro, e o batom vermelho, sua marca. Seu corpo em formação era lindo, de tanto subir e descer ladeiras em buscas de lagoas cheias de mercúrio, ela nem queria saber se estava contaminada ou não, se sentia a própria atriz de Lagoa azul, a tal Brooke Shields, a bunda cresceu e ficou linda, e se orgulhava do corpo escultural que ganhou na profissão.
Mas, NIKITA tinha outros amores.
Muitos platônicos e violentos, muitas vezes aparecia com marcas roxeadas nos braços, e dizia que tinha caído ao subir numa arvore.

E no dia que NIKITA SUBIU AO CÉU, me disse a VELHA PROSTITUTA.
“O céu chorou”.


FATO:
           Ela (NIKITA) acordou de manhã cedo, foi ver um garimpeiro, precisava trabalhar, o sonho do fusca, não morreu, e ELE (   ) muito irritado porque achava que estava sendo “traído” por uma PUTA JOVEM, que nem era Mulher, segundo o relato, começaram uma discussão, e ela foi agredida, para se defender, pegou um pedaço de pau, e ELE uma “peixeira”, ELA MAGRA, e ele gigante, a golpeou várias vezes e seu último pedido ao grupo que assistia, era para avisarem sua mãe.

NIKITA MORREU.

No Garimpo, sem Lei.
NIKITA foi velada debaixo de uma arvore, dentro de uma rede pobre, teve velas, algumas flores tiradas no mato, um pai nosso rezado às pressas, uma canção ao fundo que gostava cantada por outra prostituta amiga, e uma chuva tão forte caiu do céu, que muita gente disse, que foi castigo, que “O CÉU CHOROU”.

Depois da chuva NIKITA foi enterrada no meio da floresta.

Muitas foram embora com medo, outras prostitutas ficaram para aproveitar a safra do ouro, porque diziam as, mas línguas, que quando (se jorra sangue no garimpo), o Ouro vem com abundância, e era verdade, o garimpeiro apaixonado por NIKITA bamburrou.
E muita gente, chamava ele por trás, de VIUVO DA NIKITA.
Boatos surgiram que ele mandou matar o assassino,
No garimpo não existe LEI, a lei é feita pelos mais fortes.
E mexendo num velho radio na porta dos 80 anos, ela se espanta, ao escutar uma canção de Elton John, chamada NIKITA de 1985, no álbum (Ice on fire)

CHOROU!

NIKITA ERA MESMO FOGO. (Pensei)