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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

POESIA DA NECA MACHADO


SOU UMA AMAZÔNIDA!



HOJE! EU VIM CAMINHAR SOBRE O RIO AMAZONAS.
(Fiz desse RIO a minha Rua rumo ao Horizonte...)


Neca Machado
(Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas, premiada em 2016 com classificação na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, e de novo em 2017 Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 16 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, coautora da obra lusa lançada em Lisboa, A Vida em Poesia II, e 01 lançada em Genebra-Suíça em português e inglês em 28.04.2018, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)









HOJE! EU VIM CAMINHAR SOBRE O RIO AMAZONAS.


HOJE! (   )

EU abri minha janela para o Rio,
E cheguei na linha do horizonte.

Vim ver pássaros nativos bailando sobre açaizeiros,
Vim brincar com as nuvens que se unem a Maré.
E se confundem.
Vim sentir a nevoa das aguas barrentas do maior rio de agua doce do mundo,

O Rio Amazonas,

Batendo em meu rosto afro,
E sorri de satisfação.

Hoje EU...

 Só quero a liberdade de caminhar sobre a AMAZONIA.
Sem pressa, sem medo, sem RUMO...


HOJE vim caminhar, sobre o arco íris da Amazônia, multicor...
Vim escutar sinfonias de pássaros,
Vim me embrenhar sobre caminhos dentro do Rio.

Parei em ilhas verdejantes, subi em catraias e rabetas....
Assoviei para seres inimagináveis, e
Pedi a benção da Mãe d’água,
Escutei ao longe o canto do Uirapuru,
Sim! Era ele sim,
Veio me saudar.

Vi Iara, Matinta Pereira...
Vi ao longe um Boto...
E ele se transportou até minha janela sobre o Rio.

Mas, para que? Quero pés, se tenho asas? (Frida Kalo)

E com elas me embrenhei de novo na mata.

Catei um fruto de Cupuaçu, polpudo, comi sem pressa,
Achei Taperebás, não tinham bichos,
Amei a cor de cobre dos Buritis
Que teimavam em navegar nas aguas barrentas deste Rio...
E descobri no meio das Aningueiras, a temida Cobra Verde...

E de novo coloquei minhas asas e fui para as copas dos açaizeiros
Nem precisei de Peconha.
E a cor viva roxa dos açaís na minha boca.
E o purpura da emoção no meu coração, sem TI....

HOJE,

 Há,
hoje, remei contra a Maré do Rio Amazonas...
E ELE (Rio) tão calmo, nem se irritou com minha presença.
Me cobriu de orvalho serenado de poesias caboclas...

E EU só queria abrir uma nova janela para o infinito...(TOM)

E Vim caminhar SOLITÁRIA sobre este manto do pulmão do mundo.



Hoje EU...

 Só quero a liberdade de caminhar sobre a AMAZONIA.
E perpetuar minha lembrança.
Mas, não morrerei de saudade.











O CABOCLO DA AMAZONIA É UM FORTE

SOU UMA AMAZÔNIDA!

HOJE! EU VIM CAMINHAR SOBRE O RIO AMAZONAS.
(Fiz desse RIO a minha Rua rumo ao Horizonte...)


Neca Machado
(Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas, premiada em 2016 com classificação na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, e de novo em 2017 Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 16 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, coautora da obra lusa lançada em Lisboa, A Vida em Poesia II, e 01 lançada em Genebra-Suíça em português e inglês em 28.04.2018, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)




O CABOCLO DA AMAZONIA É UM FORTE

O VERDADEIRO CABOCLO DA AMAZONIA ´´E “UM FORTE”

Ele se embrenha em noite de Lua cheia no rio revolto,
E faz deste Rio (Amazonas) sua RUA.
Enfrentando num combate desigual a força da natureza nortista, e sobrevive.
Que, em dias de inverno, chove torrencialmente tempestades,
Fazendo da Maré, um duelo.
E em dias de calor
Ele curte a pele como num deserto.
Deixando em seu rosto as marcas do Sol implacável.



O CABOCLO DA AMAZONIA É UM FORTE

O VERDADEIRO CABOCLO DA AMAZONIA ´´E “UM FORTE”

Balança em Açaizeiros, linhas...
Sim, são como linhas de rabiolas no céu de tão finos,
Que nunca se dobram ao vento,
Feito combate de cerol em época de Papagaio...
E quando tocam a Terra,
Ainda são mordidos por Jararacas...
E sobrevivem.
Para presentearem com um manjar dos deuses da floresta, turistas
Que nunca tomaram o AÇAÍ.


O CABOCLO DA AMAZONIA É UM FORTE

O VERDADEIRO CABOCLO DA AMAZONIA ´´E “UM FORTE


Extrai da Terra um dos mais exóticos e especial sabor do âmago
O TUCUPI, que mesmo com todo ácido contido em sua essência,
Embriaga, verdadeiramente embriaga quem descobre o TACACÁ,
E inebriado ainda sonha anestesiado pelo treme-treme do Jambu.


O CABOCLO DA AMAZONIA É UM FORTE

O VERDADEIRO CABOCLO DA AMAZONIA ´´E “UM FORTE

Mesmo com o Pixé de PITIÚ
Ele é responsável por um dos mais importantes fixadores de perfumes do MUNDO.
O PITIU DO TAMUATÁ.


O CABOCLO DA AMAZONIA É UM FORTE

O VERDADEIRO CABOCLO DA AMAZONIA ´´E “UM FORTE


Se banha com ervas
Gosta da magia e o encanto dos deuses da floresta,
É saliente,
Abicora,
Espreita...
É superior aos DOUTORES com seus conhecimentos empíricos.
Se cura sozinho.

E se orgulha de ter em seu solo
Os sabores, MELHORES DO MUNDO.






quarta-feira, 29 de agosto de 2018

CONTOS DO RIO AMAZONAS NA EUROPA- LANÇAMENTO EM LISBOA-09.2018






CRONICAS DA NECA MACHADO
MEMÓRIAS, LEMBRANÇAS AMARGAS

O VESTIDO DE LUREX

BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas, premiada em 2016 com classificação na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 10 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)



         Década de setenta, como que saída de um musical. Ela fugindo da seca do Nordeste, aportou na Amazônia.
 Parece que em sua cabeça à musica de “dancing days” ecoava, e ela nem tinha visto um musical, só tinha visto alguns capítulos de uma novela, onde a memória ainda relutante tentava trazer à tona imagens saudosistas, vistas em uma porcaria de tevê que precisava apanhar para mostras as imagens, e olha que ela acabou muito bom bril para colocar na ponta da antena para ver melhor.
Pela primeira vez que ela escutou canções internacionais, viajou, criou em sua mente um mundo só seu, rodopiava em seus saltos altos feito uma gazela, vestida com suas meias douradas em sandálias vermelhas, no meio de uma pista de discoteca barata nos cafundós do Juda, ela foi ao céu.
E olha que já se vão meio século!
Mas, o tal VESTIDO DE LUREX, ela jamais esqueceu.
Uma vizinha que tinha ido fazer ponto em Caiena, a motivou a ir com ela, fantasiou o outro lado do rio Oiapoque, que ela quase morreu do coração, a mulher contou tanta mentira que ela quase acreditou.
Disse que as crioulas não economizavam, que quando não queriam mais seus objetos, jogavam NOVOS nos lixeiros, e era só ir lá pegar, tinha de tudo, cama, até sapato...
E que os homens gostavam de brasileiras, porque eram mais carinhosas, e que pagavam muito bem em franco, e ela se entusiasmou, ainda tinha um corpo bom como disse a falsa amiga da onça.
Mas que era preciso andar bem vestida.
E a tal informou que tinham aberto uma nova boutique lá pelas bandas do centro comercial e que os novos modelos vindos da Europa eram vendidos bem baratinho. E ela meteu o martelo num pobre porquinho que guardava alguns trocados para comprar o TAL VESTIDO DE LUREX.
E quando chegou em frente da Loja, viajou mais uma vez.
Lá estava seu objeto de desejo, o tal vestido dourado de malha, com fios de ouro, meio matizado, que se ajustava no corpo direitinho disse a vendedora, querendo logo empurrar a tal preciosidade.
E ela comprou!
E em casa foi vestir o tal VESTIDO DE LUREX, para experimentar, porque ia usar em terras europeias quando atravessasse de catraia o rio Oiapoque.
E junto com o vestido, veio um sapato de salto alto, dourado, cheio de fivelas, que ela nem conseguia fechar, e nem sabia andar, e agora?
Tinha que treinar disse a falsa amiga, outra disse: mas, esse sapato e de caboca, e riu.
O vestido ela colocou, ficou apertado, aparecia a barriga, ela tinha gordura por todo lado, ele subia rápido, aparecia as calcinhas, e ela disse: quando eu for dançar vou ficar nua.....
Foi uma tarde de risadas, e de projetos para Caiena, onde iam dançar num Cabaré de um chinês.
E ela preocupada com o vestido, perguntava a amiga, e agora?
E a outra, não te preocupa, MANA te vira, de noite os velhos porres, só olham o dourado do vestido, nem vão perceber teu corpo.
E o sapato, nem sei andar, questionou, e ainda tinha as pernas tortas.
Eu heim!
Mas o tal VESTIDO DE LUREX FEZ EM CAIENA O MAIOR SUCESSO.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

VEM AÇÃO AI


AÇÃO COLETIVA

·     Boato de que Amprev não está recebendo valores.

·     DEIXA MUITOS SERVIDORES APREENSIVOS.

·     MUITOS VÃO SE APOSENTAR EM 2019

A FOME ESTÁ EM TODO LUGAR (DOUTOR)




VESTIDOS DE FOME....
Eleições 2018





VESTIDOS DE FOME



·        Mais uma vez, o advogado Wagner Gomes, não irá para Brasília. (São as previsões) e ele é MELHOR do que muitos MEDIOCRES que foram eleitos, muitos enriqueceram, outros estão CONDENADOS, muitos respondem a processos por CRIMES DIVERSOS.... E INFELIZMENTE O "POVO" QUE VOTA MAL ainda vai reelege-los.


·        E seu vice, escreve um artigo talvez cheio de melodramas ao ver um comício onde havia tantos “Homens vestidos de fome...”

·        ...A FOME está em todo lugar DOUTOR. (vá no Iapen ver HOMENS vestidos de fome de justiça, ande pelas ruas, que verá cidadãos clamando por qualidade de ASFALTO NAS RUAS, asfalto tem, é só ver ruas na periferia sendo asfaltadas, VENHA AQUI NO POÇO DO MATO que EU TENHO SEDE E FOME DE INVESTIMENTOS NA FRENTE DA MINHA CASA, vá nos hospitais e visite a UNACON....



·        FOME de crescimento, fome de DIGNIDADE, fome de RESPEITO, FOME de DIREITOS,..., lesados por homens vestidos ou transvestidos de boas ações, que só aparecem de 4 em 4 anos.

·        FOME DA LEI

·        Ineficaz,

·        Que viola artigos tão importantes como o 5º da Constituição Federal

·        Que não NOS IGUALA,

·        Porque SOMOS VESTIDOS DE DIFERENÇA ECONOMICA.

·        SIM DOUTOR...

·        Se a LEI é NORMA, deveria ser cumprida, para VESTIR de grandeza HOMENS DIGNOS.

·        Mas, infelizmente continuará a haver HOMENS VESTIDOS DE FOME, para VESTIR BANDIDOS, LADRÕES E CRIMINOSOS.

·        E continuará a haver comícios no meio da rua, para iludir HOMENS VESTIDOS DE FOME a votarem em homens vestidos de fome do PODER, que assim que assumirem, se esquecerão dos POBRES HOMENS VESTIDOS DE FOME, que continuarão a MENDIGAR ALIMENTO. Alimento para a vida e para a alma, que não virá.



·        EU JÁ ESTOU COM 57 ANOS.

·        E NÃO VI MUDANÇAS, AO LONGO DE MEIO SECULO.



·        VI HOMENS VESTIDOS DE FOME, AGORA VESTIDOS DE MARCAS FAMOSAS. Mas infelizmente não serão enterrados com suas roupas compradas com dinheiro roubado, MUITOS ESTÃO DOENTES, COM CANCER, AIDS, HEPATITE C... E DEIXANDO SEUS PARCEIROS CONTAMINADOS.
É A VIDA DOUTOR!



·        E INFELIZMENTE, VOCES NÃO IRÃO PARA BRASILIA.



·        UMA PENA, OS DOIS SÃO COMPETENTES. FARIAM A DIFERENÇA NUM MAR DE GENTE MEDIOCRE.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Sia - Bird Set Free-

GUESTPOST

Prefácio


Quando iniciei os trabalhos de pesquisa para este livro, a ideia era focar única e exclusivamente na questão da Grande Muralha Verde que está sendo erguida no Sahel1, ao Sul do Deserto do Saara.

Porém, com o avançar da pesquisa, descobri ser impossível ficar restrito a um tema único sendo que esse tema afetava e repercutia em todas as outras variáveis afetas à vida na terra. 

Como ficar restrito ao Saara, com tantos outros desertos pelo mundo? Como não falar do deserto de Gobi e do projeto chinês para reflorestar 40% de seu território?

Como não falar da desertificação em diversas partes do planeta, com tanta terra fértil sendo “arenizada” e comprometendo a produção agrícola?

Não poderia ficar restrito a um tema somente, por mais importante que fosse, tanto pelos seus efeitos diretos, quanto pelos efeitos paralelos e outros assemelhados,
                                                 1 O Sahel é uma faixa de terra entre o deserto do Saara e as regiões de florestas, que se estende desde o Senegal, no Oceano Atlântico, até o Djibuti, do “outro” lado da África, no Oceano Índico. São mais de seis mil quilômetros de terra árida ou semiárida, por quinhentos a setecentos quilômetros de largura. A vegetação é rasteira, típica das estepes, com ausência de árvores e precipitação pluviométrica muito baixa, menos de 300 mm de chuva por ano.  
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que existem e acontecem ao redor do mundo. Como não falar do Overshoot day2, ou o dia do “tiro no pé”?

Assim foi que me veio à cabeça o acontecido com o pássaro Dodô, nas Ilhas Maurício, com o Mar de Aral, na Rússia e, ao mesmo tempo, com a Mata Atlântica no Brasil; com o Pico do Cauê e o poeta Drummond de Andrade; com o que está acontecendo com o bioma do cerrado e o desastre de Mariana, em Minas Gerais. 

Como uma coisa puxa a outra, não poderia deixar de falar de Malthus e da superpopulação, da poluição dos rios e dos lixões que estão se formando nos oceanos, colocando em risco a fauna e a flora de todo o mundo.

Por falar em fauna e flora, como não falar da redução da produção agrícola em função da extinção das abelhas? Os inseticidas, largamente utilizados na agricultura, matam os insetos perniciosos e matam, também, as abelhas, que são responsáveis pela polinização, que fertiliza as flores. 

Esse tema, abelhas, veio à tona após uma palestra, em Moçambique, quando um senhor chamado José Alcobia, especialista em agricultura e abelhas, me interpelou dizendo:

- E as abelhas? O senhor não falou a respeito do fim das abelhas! As abelhas estão sumindo do mundo, e sem abelhas não há agricultura!

                                                 2 Overshoot day ou O tiro no pé – Veja último capítulo
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Fica aqui o alerta do senhor José Alcobia, hoje um grande amigo d´além mar; que o fim das abelhas pode, também, ser o fim da agricultura tal qual a conhecemos.

A ideia deste livro surgiu em função de duas tempestades que presenciei na África: uma de areia e a outra, mais impressionante ainda, de gafanhotos3.

E, para terminar, pedi ao amigo ecossociólogo, Eugênio Giovenardi, que nos falasse da interação homem / natureza. Ele fez melhor que isso; mapeou o passado, o presente e o futuro dessa relação ou equação que não fecha: terra, água, natureza, homem, consumo.

As conclusões não são nada animadoras. Eu diria até, que são estarrecedoras. 

Há pessoas que vêm em denúncias, como as aqui apresentadas, como “maus presságios” ou “coisas agourentas”. Há outras pessoas que vêm “no conhecimento do problema” a fórmula para resolvê-lo. É para essas pessoas que este livro é destinado. Pessoas que sabem ou que visualizam os problemas, e buscam soluções para resolvê-los.

Sou um otimista por excelência. Mesmo com as duras posições colocadas aqui, ao longo de todo o livro, nada
                                                 3 Estávamos fazendo um pouso na Ilha do Sal, no arquipélago de  Cabo Verde, quando atravessamos uma nuvem. Não era uma nuvem qualquer: era uma nuvem de gafanhotos. Me lembrei das sete pragas do Egito.
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afeta meu bom humor nem minha crença no planeta Terra. E, como bem disse Albert Einstein: “Minha condição humana me fascina. Conheço os limites de minha existência e ignoro porque estou na terra, mas as vezes pressinto”.  

Sentir ou pressentir, para mim, é mais do que necessito para que a condição humana, com todas suas qualidades e defeitos, me fascine.

Aproveito a oportunidade e deixo aqui uma canção exaltando as belas coisas do Planeta Terra. 

Se você está lendo esse livro em formato eletrônico, click no link abaixo.
 https://www.youtube.com/watch?v=D67lR7Qy_wk 
 Se voce está lendo o livro impresso, utilize o QR code de seu telefone para ouvir essa bela canção. 



Em ambos os casos, ouça e dê uma chance ao mundo.  Com certeza  “o amanhã” poderá  ser melhor, muito melhor do que “o hoje”.
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Considerações (ou divagações) sobre os desertos e a ação do homem sobre a natureza.

Se hoje sou deserto é que eu não sabia Que as flores com o tempo Perdem a força e a ventania, Vem mais forte.
Raimundo Fagner – (Cantor / compositor)

Deserto, conceitualmente, é um lugar físico ou imaginário, quente ou frio onde, para os humanos a adaptação é difícil ou quase impossível. Porém, para outros animais, vertebrados ou não, como cobras, lagartos e escorpiões, é o habitat natural. “Melhor lugar não poderia haver”.
Hoje vamos falar desse tema curioso, árido, seco, inóspito, onde poucos humanos resistem, e que, em nossa imaginação é um local com tudo isso e, não raro, ou constantemente, assolado pelos ventos, cujos grãos “pinicam” nossa pele, quando caminhamos sobre a areia.
Os desertos não são somente terrenos arenosos. Há também os desertos gelados como a Patagônia, na Argentina, o deserto da Groelândia e os grandes desertos das regiões polares. Há, ainda, os desertos de sal, como o Salar de Uyuni, na Bolívia, com mais de
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dez mil quilômetros quadrados, de puro sal. Outra característica curiosa desse deserto é sua altitude, 3.650 metros acima do nível do mar. Na mesma região se apresenta, também, o deserto do Atacama, no Chile, com mais de 100 mil quilômetros quadrados, é considerado o deserto mais seco do mundo, competindo, nesse aspecto, com o Deserto do Kalahari, na África.
Frios, quentes, insossos ou salgados, os desertos são inóspitos e, via de regra, nada produzem. 
Os desertos “não nasceram prontos”; eles vão se formando, tanto pela ação do homem quanto por ações ou modificações da própria natureza.
Quanto à ação da natureza, pouco ou nada podemos fazer. Fenômenos como a última grande glaciação, que congelou mais da metade do planeta, ocorrida entre 10 e 20 mil anos atrás, são fenômenos impossíveis de serem contidos ou evitados. Esse fenômeno criou as condições para que o Deserto do Saara se formasse (ou secasse), sem nenhuma interferência humana.
Algumas ações sobre a natureza ou sobre algum elemento específico da natureza, são próprias da atividade humana, na busca pela sobrevivência, para o acúmulo de riquezas ou para a chamada “segurança alimentar”.
Um exemplo bem típico dessas ações foi o que aconteceu nas Ilhas Maurício, na costa africana. 

LIVRO DIGITAL





CRONICAS DA NECA MACHADO
MEMÓRIAS, LEMBRANÇAS AMARGAS

O VESTIDO DE LUREX

BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas, premiada em 2016 com classificação na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 10 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)



         Década de setenta, como que saída de um musical. Ela fugindo da seca do Nordeste, aportou na Amazônia.
 Parece que em sua cabeça à musica de “dancing days” ecoava, e ela nem tinha visto um musical, só tinha visto alguns capítulos de uma novela, onde a memória ainda relutante tentava trazer à tona imagens saudosistas, vistas em uma porcaria de tevê que precisava apanhar para mostras as imagens, e olha que ela acabou muito bom bril para colocar na ponta da antena para ver melhor.
Pela primeira vez que ela escutou canções internacionais, viajou, criou em sua mente um mundo só seu, rodopiava em seus saltos altos feito uma gazela, vestida com suas meias douradas em sandálias vermelhas, no meio de uma pista de discoteca barata nos cafundós do Juda, ela foi ao céu.
E olha que já se vão meio século!
Mas, o tal VESTIDO DE LUREX, ela jamais esqueceu.
Uma vizinha que tinha ido fazer ponto em Caiena, a motivou a ir com ela, fantasiou o outro lado do rio Oiapoque, que ela quase morreu do coração, a mulher contou tanta mentira que ela quase acreditou.
Disse que as crioulas não economizavam, que quando não queriam mais seus objetos, jogavam NOVOS nos lixeiros, e era só ir lá pegar, tinha de tudo, cama, até sapato...
E que os homens gostavam de brasileiras, porque eram mais carinhosas, e que pagavam muito bem em franco, e ela se entusiasmou, ainda tinha um corpo bom como disse a falsa amiga da onça.
Mas que era preciso andar bem vestida.
E a tal informou que tinham aberto uma nova boutique lá pelas bandas do centro comercial e que os novos modelos vindos da Europa eram vendidos bem baratinho. E ela meteu o martelo num pobre porquinho que guardava alguns trocados para comprar o TAL VESTIDO DE LUREX.
E quando chegou em frente da Loja, viajou mais uma vez.
Lá estava seu objeto de desejo, o tal vestido dourado de malha, com fios de ouro, meio matizado, que se ajustava no corpo direitinho disse a vendedora, querendo logo empurrar a tal preciosidade.
E ela comprou!
E em casa foi vestir o tal VESTIDO DE LUREX, para experimentar, porque ia usar em terras europeias quando atravessasse de catraia o rio Oiapoque.
E junto com o vestido, veio um sapato de salto alto, dourado, cheio de fivelas, que ela nem conseguia fechar, e nem sabia andar, e agora?
Tinha que treinar disse a falsa amiga, outra disse: mas, esse sapato e de caboca, e riu.
O vestido ela colocou, ficou apertado, aparecia a barriga, ela tinha gordura por todo lado, ele subia rápido, aparecia as calcinhas, e ela disse: quando eu for dançar vou ficar nua.....
Foi uma tarde de risadas, e de projetos para Caiena, onde iam dançar num Cabaré de um chinês.
E ela preocupada com o vestido, perguntava a amiga, e agora?
E a outra, não te preocupa, MANA te vira, de noite os velhos porres, só olham o dourado do vestido, nem vão perceber teu corpo.
E o sapato, nem sei andar, questionou, e ainda tinha as pernas tortas.
Eu heim!
Mas o tal VESTIDO DE LUREX FEZ EM CAIENA O MAIOR SUCESSO.


domingo, 26 de agosto de 2018

PROJETO MEMORIA VIVA-PROFESSOR PALMERIM-CAPOEIRA

BAIRRO DO LAGUINHO-MACAPÁ

BANDIDOS SE VESTEM DA DOR, DOS VESTIDOS DE FOME...


VESTIDOS DE FOME....



·        O musico Aimoré Batista vai ter em sua despedida um verdadeiro MAR DE GENTE ENCANTADA.

·         Ao ser depositada no Rio Amazonas suas cinzas na tarde deste domingo, 26.08.2018, na passarela da orla de Macapá, haverá uma ROMARIA do movimento LGBT.

·        Eu até gostaria de ir, mas, será impossível. E ele será parte do percurso de um Rio que amou, navegará sobre a imensidão do Amazonas, estará em cada curva desta imensa rua banhada de agua, e sua música ecoara como sinfonia das aguas de um Rio barrento, mas cheio de Histórias.

·        Uma escolha nobre para um NOBRE musico que me encantou.

·        Depois da Romaria, Eu vou visita-lo, vou comprar uma Rosa amarela e jogar ao Rio.



VESTIDOS DE FOME



·        Mais uma vez, o advogado Wagner Gomes, não irá para Brasília. (São as previsões)

·        E seu vice, escreve um artigo talvez cheio de melodramas ao ver um comício onde havia tantos “Homens vestidos de fome...”

·        ...A FOME está em todo lugar DOUTOR.

·        FOME de crescimento, fome de DIGNIDADE, fome de RESPEITO, FOME de DIREITOS,..., lesados por homens vestidos ou transvestidos de boas ações, que só aparecem de 4 em 4 anos.

·        FOME DA LEI

·        Ineficaz,

·        Que viola artigos tão importantes como o 5º da Constituição Federal

·        Que não NOS IGUALA,

·        Porque SOMOS VESTIDOS DE DIFERENÇA ECONOMICA.

·        SIM DOUTOR...

·        Se a LEI é NORMA, deveria ser cumprida, para VESTIR de grandeza HOMENS DIGNOS.

·        Mas, infelizmente continuará a haver HOMENS VESTIDOS DE FOME, para VESTIR BANDIDOS, LADRÕES E CRIMINOSOS.

·        E continuará a haver comícios no meio da rua, para iludir HOMENS VESTIDOS DE FOME a votarem em homens vestidos de fome do PODER, que assim que assumirem, se esquecerão dos POBRES HOMENS VESTIDOS DE FOME, que continuarão a MENDIGAR ALIMENTO. Alimento para a vida e para a alma, que não virá.



·        EU JÁ ESTOU COM 57 ANOS.

·        E NÃO VI MUDANÇAS, AO LONGO DE MEIO SECULO.



·        VI HOMENS VESTIDOS DE FOME, AGORA VESTIDOS DE MARCAS FAMOSAS.



·        E INFELIZMENTE, VOCES NÃO IRÃO PARA BRASILIA.



·        UMA PENA, OS DOIS SÃO COMPETENTES. FARIAM A DIFERENÇA NUM MAR DE GENTE MEDIOCRE.