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sábado, 8 de maio de 2021

O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA

 


(ESCRITORA NECA MACHADO, MORA NA EUROPA)

MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS

CONFISSÕES DE PUTAS VELHAS- LEMBRANÇAS AMARGAS

“A COLCHA DE CHENILE”

 

 

Significado de Chenile

Substantivo feminino:Fio fofo de lã, algodão, seda ou raiom, com fibras salientes ao redor.Tecido feito com esse fio, usado para colchas, cortinas e tapetes. Etimologia (origem da palavra chenile). Do francês chenille.

 

Quando ELA (  ) envelheceu, foi que percebeu que tinha milhares de LEMBRANÇAS, e muitas delas, somente AMARGAS.

 

E entre um sorriso ligeiramente amarelo com falhas nos dentes, foi que percebeu que tinha sido enganada por um velho “Marreteiro” da qual ELA era cliente décadas.

 

Numa Kombi velha com um microfone fanhoso, ele aparecia nas baixadas da velha Macapá, vendendo de TUDO, e ELA (  ) lembra como se fosse hoje, sua primeira compra foi um jogo de panelas, que lhe trouxe muita indignação, quando colocou no fogo, uma das alças caiu, e prometeu que assim que ele aparecesse, iria reclamar que o produto não prestava, e ELA, nem sabia ainda da febre que viria no futuro dos tais descartáveis da China. (rs...)

 

Depois se tornou uma cliente fiel.

 

 Ela também tinha seus CLIENTES de fora (Caiena) que lhe pagavam em franco.

Consumista como dizia uma falsa amiga, ELA comprava de tudo no Marreteiro, tudo era novidade para uma CABOCA pobre que nunca tinha estudado, mas que agora já podia até pensar “numa motinha”, num fusca, ou até numa velha Kombi para fazer frete para os quitandeiros do Igarapé das Mulheres, sonhava, e sonhava alto.

 

Tinha visto numa revista jogada no lixo uma bela COLCHA DE CHENILE, gostou do nome, CHENILE, nem sabia o que era, mas gostou do nome, conversando com a falsa amiga de “ponto” disse que quando arranjasse um marido ia colocar no filho o nome de CHENILE (rs...)

E eu, sorri (gosto muito de escutar estórias)

E aí, lembrei de uma frase de minha Mãe (Dona Izabel) que dizia: que todos os nomes têm algum significado, e tinha.

 

E ELA (  ) continuou.

Vou comprar uma COLCHA DE CHENILE, era seu pensamento diário.

Já se imaginava deitada numa COLCHA DE CHENILE, cheia de bordados com fios de ouro, pensava até no travesseiro também.

Disse alto, talvez falando sozinha: meus clientes vão amar minha colcha de chenile.

E não via a hora do tal Marreteiro aparecer.

Esperou ansiosa por ele,

Um belo dia lá vem ele de novo com o tal microfone fanhoso, ELA correu feito doida, trouxe logo o cartão do Marreteiro, e antes que ele anunciasse as tais novidades trazidas da França (rs...). Ela logo se antecipou.

QUERO UMA COLCHA DE CHENILE.

O Homem arregalou os olhos, levantou a tampa do bagajeiro e puxou um pacotão de lençóis coloridos.

E ELA nem pestanejou.

Só queria saber o preço e em quantas prestações ia pagar.

Teria que aturar muito CLIENTE DE CAIENA para pagar a tal preciosidade, mas valeria a pena, segundo ELA.

 

E nem lavou. (CRUZ CREDO)

Colocou logo para experimentar na velha cama.

E aí, sua imaginação foi a LUA.

Nem conseguiu dormir direito.

No primeiro cliente a COLCHA de CHENILE, foi um sucesso.

Na semana seguinte, ela começou a perceber que tinha umas bolhas nas pernas, depois começaram a crescer,

E ELA coitada, tinha que procurar o DENERU (rs...) achava que tava com alguma doença braba.

Nos dias seguintes a tal colcha foi um martírio.

Deu uma coceira tão forte que ela repetia as falsas amigas: acho que tenho CURUBA BRABA.

E tudo foi por causa de uma tal COLCHA DE CHENILE FALSA.

Que de Chenile não tinha nada, repetia revoltada.

 

E agora depois de mais de 50 anos, as lembranças amargas, são somente parte de seu passado, e ela agora sonha ser enterrada com lençóis de seda.

 

 

 


quinta-feira, 6 de maio de 2021

O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA

 

NECA MACHADO

 

 

 

“MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS”

(LEMBRANÇAS DO INFERNO)

*O SONHO EUROPEU DE CABOCAS DA AMAZÔNIA

RELATOS REAIS- PESQUISAS NA AMAZÔNIA

 

 

 

 

 

 

Amazônia-BRASIL

 

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SINOPSE

 

MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS

(By: Neca Machado)

 

          “Um dia ao escutar uma estória triste de uma Velha Prostituta”, refleti sobre suas dores e seus desamores, e decidi que UM DIA colocaria emoção nas suas paixões em forma de poesia, e durante quase trinta anos como jornalista Colaboradora, o tema não me saiu da memória, e quase na porta dos sessenta anos, resolvi deixar as futuras gerações, muitas delas de Prostitutas modernas, estórias antigas de sonhos que não se tornaram realidade, de projetos de enriquecimento através da venda de seus corpos que as destruíram, tanto fisicamente como mentalmente.”

Memórias de Putas Velhas, é uma coletânea de lagrimas, e de dores, feridas que nunca cicatrizaram, na alma e na derme. Uma reflexão para Mulheres que poderiam ter outras opções, mas escolheram um falso amor, porque muitas na prostituição também se apaixonam por seus clientes, e não são correspondidas.

Estórias de dependência química do falso amor, e das drogas licitas e ilícitas.

Relatos de aprisionamentos, violências físicas e mentais, torturas e assassinatos, fantasias assustadoras da natureza desumana, numa essência poética de fácil linguagem, minha característica literária.

Um leitor de minhas crônicas como jornalista, me disse um dia que minha escrita era pura emoção.

Concordei!

 

 

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(NECA MACHADO MORA NA EUROPA)


 

APRESENTAÇÃO

 

 

          Como uma verdadeira Mulher da Amazônia, nascida no extremo norte do Brasil, fronteira com a Guiana francesa, meio do mundo literalmente, na Linha do Equador, estado banhado pelo majestoso Rio Amazonas, “sinto me na obrigação de deixar as futuras gerações este relato exaustivo de pesquisas realizadas por mim, ao longo de mais de três décadas, como Jornalista”

Escutei desde criança, estórias de terror de Mulheres ribeirinhas, que iludidas por sonhos de prosperidade com a valorização do “franco” moeda europeia da década de setenta, se aventuravam pelas correntezas do Rio Oiapoque, em busca de um futuro melhor, muitas morreram, desapareceram sob as aguas e nunca foram encontradas, outras sobreviveram para relatar a poucos ouvintes suas dores.

São mais de 200 relatos reais que escutei atenta sem interferir, e agora reproduzo de maneira literal em forma de contos, uma odisseia de terror. Muitas conseguiram sobreviver as doenças, as humilhações e as diferenças culturais entre o Brasil, extremo norte, muitas vieram também do Nordeste e a Europa. Outras não gostam de lembrar do passado, tem filhos oriundos dessas relações, muitas conseguiram cartas de residentes, outras tantas falam o idioma francês com fluência, porque Caiena na Guiana francesa continua sendo um Condado da França.

São estórias reais com a “minha característica” de reproduzi-las com pura emoção literal.

 

 

 

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BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 34 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)

Email: nmmac@live.com

 

 

 

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HOMENAGEM A TODAS AS “MARIAS “

 

Começo essa odisseia literária com um POEMA dedicado a “TODAS AS MARIAS”

MARIAS, anônimas, verdadeiras heroínas, muitas analfabetas, outras tantas sem perspectivas de um futuro educacional, que viram na prostituição um galgar para terem melhores “qualidade de vida”, numa vida “considerada por muitos imbecis, FÁCIL, mas que de fácil era um verdadeiro inferno na Terra, me disse “uma velha prostituta. ”

MARIAS, subjugadas a verdadeiras torturas, maltratadas por verdadeiros homens-animais, que viam no sexo, apenas um extravasar de espermas, fazendo delas, deposito de seus excrementos, muitas delas, morreram de doenças sexualmente transmissíveis sem sequer saberem o nome, diziam algumas que começava apenas com um “esquentamento”, e aí, tantas outras foram contaminadas por hepatite “C”, AIDS, tuberculoses, pegaram malárias 10 vezes, me disse uma...

E tantas outras até hoje tem vergonha do passado.

MARIAS, sem véu, sem mantos, somente com prantos...

MARIAS, que sorriam na hora do pagamento, mas que choravam por dentro na hora de irem para a cama com homens, sujos de corpo e de alma, muitos vindos dos garimpos, sem higiene, violentos e sem educação, homens afrodescendente verdadeiros animais, nascidos no outro lado do rio Oiapoque, me disse outra, eram “avantajados sexualmente” e “nos arrebentavam literalmente” me disse outra.

TENHO ORGULHO DE SER “MARIA”, MEU NOME É MARIA!

Este livro é DEDICADO A TODAS AS “MARIAS”: (Maria... Raimunda, Joana, Joaquina, Tereza, do Carmo, Conceição, Isaura, Izabel, Cecilia, Celia, Osvaldina, Lucia, Antonia, Benedita, das Dores...E a Todas as outras que se envergonharam na PROSTITUIÇÃO de serem MARIAS, e mudaram seus nomes originais.

 

 

 

 

 

“IN MEMORIAN”

DE

TODAS

AS MARIAS, MORTAS NA PROSTITUIÇÃO

(  +  )

 

 

 

domingo, 25 de abril de 2021

25 DE ABRIL - DIA DA LIBERDADE EM PORTUGAL

 

POEMA “LIBERDADE”


(NECA MACHADO ESTÁ APOSENTADA E MORA NA EUROPA)


 

BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 33 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019, co autora na obra franco brasileira Almanaque do Fundo do Mar, escrita em francês e publicada na Suiça pela editora Helvetia, co autora na V Antologia de Poetas contemporâneos lusa brasileira, 2021, editora Chiado-Lisboa. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)

Email: nmmac@live.com

Aposentada depois de 30 anos dedicados a Educação da Amazonia, mora na Europa

POEMA “LIBERDADE”

 

*25 de abril (2021) na Europa, “Dia da Liberdade”

 

No meio da floresta amazónica

Encantada por deuses do mato,

Me alforrio do medo, dos meus segredos…

E voo nas asas da LIBERDADE;

Rumo a um novo destino,

A um novo caminho,

A um novo amanhecer,

Sem saudades,

Desafiando o risco, com muitas lembranças,

Vestida de esperança,

Audaz, andaluz…

Faço minhas pontes entre Continentes

Como respiro.

Faço de meus dias, novos dias, pura poesia

Embebida de emoções,

Deixei de contemplar açucenas…

Para contemplar tulipas, magnólias, camélias…

Deixei o cheiro do mato, o vento de rio…

O calor tropical,

Para me embriagar do frio,

Para contemplar Oceanos…

“Deixei a saudade, para perpetuar lembranças.”

Mas, trago na alma

A natureza Caboca,

Miscigenada de africanidade lusa.

Na boca o paladar sutil do tucupi,

O sabor do açai,

O exotismo do cupuaçu,

O gargalhar singular de um belo sorriso de um afro laguinense,

 

LIBERDADE, LIBERDADE…

ME DESSES ASAS PARA SER FELIZ!

 

 

 

 

terça-feira, 20 de abril de 2021

O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA

 


(Neca Machado)

BIOGRAFIA

 

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 33 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020, e 2021. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)

Email: nmmac@live.com

 

 

 

 

 

A MORTE DA PUTA “NIKITA”

 

A cena parecia filme de terror, me disse ELA (  )

Prostitutas gritando, o sangue escorrendo no meio da poeira...

 

          NIKITA, não era seu nome, ninguém nem sabia sua origem, contava tanta mentira que logo a máscara caiu.

Quando se vai para o garimpo ou para se viver outra vida, como a da prostituição, mulheres que tem um pouco de “inteligência” repetia ELA, (   ) esquecem o passado, muitas têm família, outras estudaram até o 2º grau, me pergunta: ainda tem segundo grau?

Respondo: não existe mais, a educação mudou, estamos em pleno século XXI e agora tem ensino tecnológico.

O que?

Deixa para lá, continue, repito.

E me disse que naquele dia, parece até que o céu chorou.

Ela estava lá, escutou falar do crime.

 

           NIKITA era Homem, chegou ao Oiapoque vestida de Mulher, era linda, tinha os olhos feito uma peteca, verdes, brilhantes, o corpo de um menino de 15 anos, fala mansa, unhas bem pintadas, cabelo sedoso, o seio pequeno tentava aparecer que era uma verdadeira Mulher, sentava com as pernas cruzadas feito uma Dama, o batom sempre impecável, as argolas pareciam de ouro, disse que ganhou de um garimpeiro, acreditei, era ouro mesmo.

NIKITA, não sabe nem como foi apelidada de NIKITA.

Disse que conheceu um gringo, que ele tinha ido a Rússia e que a achava parecida com uma tal NIKITA, ela gostou tanto do nome que resolveu mudar o seu original e ficou apenas NIKITA.

Atravessou o Rio numa catraia, com tanto medo que os dentes não paravam de bater, dizia que aquilo era uma verdadeira odisseia, que merecia ter o seu próprio filme, que sua vida era um roteiro para fazer sucesso em Hollywood.

NIKITA foi parar num garimpo no meio da mata,  

Na primeira malária só queria voltar.

Mas, prometeu que ia comprar um fusca, seu sonho de consumo, e disse que nunca ia desistir.

Seus dentes ainda bons, mereciam tratamento melhor.

Correndo da polícia francesa deixou cair até a pasta de dentes e para não ficarem amarelos (cheios de carie) lavava de manhã a boca com pedaços de carvão, que sobravam do fogo para o almoço, escutou de um cliente que o carvão deixava branco, e era verdade, repetia.

NIKITA teve muito amores-Clientes.

E também teve muitos inimigos, mulheres que foram ao garimpo acompanhar seus maridos em busca do ouro, prostitutas Velhas que tinham ciúme de sua juventude, prostitutas feias que invejavam sua beleza ariana, e ela dizia que era descendente de russos, e quem a não conhecia, a chamava de RUSSA.

Um dia chegou um garimpeiro jovem, que “bamburrou” em outra “currutela”, comprou logo um trator novo, vários moinhos, canos longos para retirar cascalhos e tinha um monte de “interesseira” nos seus futuros lucros, mas ele se apaixonou por NIKITA.

ELA usava um short minúsculo, uma blusa amarrada na cintura fina, e as belas argolas de ouro, e o batom vermelho, sua marca. Seu corpo em formação era lindo, de tanto subir e descer ladeiras em buscas de lagoas cheias de mercúrio, ela nem queria saber se estava contaminada ou não, se sentia a própria atriz de Lagoa azul, a tal Brooke Shields, a bunda cresceu e ficou linda, e se orgulhava do corpo escultural que ganhou na profissão.

Mas, NIKITA tinha outros amores.

Muitos platônicos e violentos, muitas vezes aparecia com marcas roxeadas nos braços, e dizia que tinha caído ao subir numa arvore.

E no dia que NIKITA SUBIU AO CÉU, me disse a VELHA PROSTITUTA.

“O céu chorou”.

 

 

FATO:

           Ela (NIKITA) acordou de manhã cedo, foi ver um garimpeiro, precisava trabalhar, o sonho do fusca, não morreu, e ELE (   ) muito irritado porque achava que estava sendo “traído” por uma PUTA JOVEM, que nem era Mulher, segundo o relato, começaram uma discussão, e ela foi agredida, para se defender, pegou um pedaço de pau, e ELE uma “peixeira”, ELA MAGRA, e ele gigante, a golpeou várias vezes e seu último pedido ao grupo que assistia, era para avisarem sua mãe.

NIKITA MORREU.

No Garimpo, sem Lei.

NIKITA foi velada debaixo de uma arvore, dentro de uma rede pobre, teve velas, algumas flores tiradas no mato, um pai nosso rezado às pressas, uma canção ao fundo que gostava cantada por outra prostituta amiga, e uma chuva tão forte caiu do céu, que muita gente disse, que foi castigo, que “O CÉU CHOROU”.

Depois da chuva NIKITA foi enterrada no meio da floresta.

Muitas foram embora com medo, outras prostitutas ficaram para aproveitar a safra do ouro, porque diziam as, mas línguas, que quando (se jorra sangue no garimpo), o Ouro vem com abundância, e era verdade, o garimpeiro apaixonado por NIKITA bamburrou.

E muita gente, chamava ele por trás, de VIUVO DA NIKITA.

Boatos surgiram que ele mandou matar o assassino,

No garimpo não existe LEI, a lei é feita pelos mais fortes.

E mexendo num velho radio na porta dos 80 anos, ela se espanta, ao escutar uma canção de Elton John, chamada NIKITA de 1985, no álbum (Ice on fire)

CHOROU!

NIKITA ERA MESMO FOGO. (PENSEI)

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 14 de abril de 2021

#CONTOS DA NECA MACHADO NA EUROPA

 

ESTÓRIA DE TERROR DE VELHAS PROSTITUTAS

 

O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA (UMA HISTÓRIA DE TERROR - CASAMENTO COM TERRORISTA)

 

NECA MACHADO

 

 

 

“MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS”

(LEMBRANÇAS DO INFERNO)

*O SONHO EUROPEU DE CABOCAS DA AMAZÔNIA

RELATOS REAIS- PESQUISAS NA AMAZÔNIA

 

 

 

 

 

 

Amazônia-BRASIL

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SINOPSE

 

MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS

(By: Neca Machado)

 

          “Um dia ao escutar uma estória triste de uma Velha Prostituta”, refleti sobre suas dores e seus desamores, e decidi que UM DIA colocaria emoção nas suas paixões em forma de poesia, e durante quase trinta anos como jornalista Colaboradora, o tema não me saiu da memória, e quase na porta dos sessenta anos, resolvi deixar as futuras gerações, muitas delas de Prostitutas modernas, estórias antigas de sonhos que não se tornaram realidade, de projetos de enriquecimento através da venda de seus corpos que as destruíram, tanto fisicamente como mentalmente.”

Memórias de Putas Velhas, é uma coletânea de lagrimas, e de dores, feridas que nunca cicatrizaram, na alma e na derme. Uma reflexão para Mulheres que poderiam ter outras opções, mas escolheram um falso amor, porque muitas na prostituição também se apaixonam por seus clientes, e não são correspondidas.

Estórias de dependência química do falso amor, e das drogas licitas e ilícitas.

Relatos de aprisionamentos, violências físicas e mentais, torturas e assassinatos, fantasias assustadoras da natureza desumana, numa essência poética de fácil linguagem, minha característica literária.

Um leitor de minhas crônicas como jornalista, me disse um dia que minha escrita era pura emoção.

Concordei!

 

 

(Neca Machado está aposentada e mora na Europa)

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APRESENTAÇÃO

 

 

          Como uma verdadeira Mulher da Amazônia, nascida no extremo norte do Brasil, fronteira com a Guiana francesa, meio do mundo literalmente, na Linha do Equador, estado banhado pelo majestoso Rio Amazonas, “sinto me na obrigação de deixar as futuras gerações este relato exaustivo de pesquisas realizadas por mim, ao longo de mais de três décadas, como Jornalista”

Escutei desde criança, estórias de terror de Mulheres ribeirinhas, que iludidas por sonhos de prosperidade com a valorização do “franco” moeda europeia da década de setenta, se aventuravam pelas correntezas do Rio Oiapoque, em busca de um futuro melhor, muitas morreram, desapareceram sob as aguas e nunca foram encontradas, outras sobreviveram para relatar a poucos ouvintes suas dores.

São mais de 200 relatos reais que escutei atenta sem interferir, e agora reproduzo de maneira literal em forma de contos, uma odisseia de terror. Muitas conseguiram sobreviver as doenças, as humilhações e as diferenças culturais entre o Brasil, extremo norte, muitas vieram também do Nordeste e a Europa. Outras não gostam de lembrar do passado, tem filhos oriundos dessas relações, muitas conseguiram cartas de residentes, outras tantas falam o idioma francês com fluência, porque Caiena na Guiana francesa continua sendo um Condado da França.

São estórias reais com a “minha característica” de reproduzi-las com pura emoção literal.

(Neca Machado mora na Europa)


 

 

BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 32 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)

Email: nmmac@live.com

 

 

 


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UMA HISTÓRIA DE TERROR (CASAMENTO COM TERRORISTA)

 

           Quando ELA (   ) chegou ao Oiapoque na fronteira com a Guiana francesa, ainda pensava na romaria que fez, rezava a Deus agradecendo por ter “chegado naquele fim de mundo, vindo num verdadeiro inferno”. A viagem foi uma das piores que fez, e resmungava entre cacos de dentes, quase aos 70 anos que não era mais de aventuras, que sua vida foi uma odisseia de terror desde que resolveu ir pra Caiena numa velha catraia de um coiote bandido que levava gente escondida de madrugada.

Foi buscar uma encomenda de uma ex amiga que lhe prometera ajuda para comprar uns remédios quando soube de sua vida de miséria no Brasil, ela que tinha levado a outra, que “se deu bem” casando com um estrangeiro, agora tinha até carta de residente e falava o francês como uma crioula, riu sem jeito.

Tinha inveja, me disse.

“Às vezes me revolto, só de pensar que fiz a maior besteira em voltar pra essa merda.”

E continuou:

Falou das dificuldades, da família pobre, de que não tinha se dado bem, quando seu corpo era de uma verdadeira rainha, e não soube aproveitar, gostou da vida de Prostituta, namorou muito, teve muitos amores, chegou a ir até o Suriname, usou muito ouro, mas agora, estava na miséria, morando num casebre numa área de invasão, foi quando perguntou pela Morena, seu nome era desconhecido, a conheciam somente por Morena, era linda tinha os olhos quase verdes, corpo escultural, foram na mesma época para Oiapoque e chegaram a Kouro pelo mato, tinha muitas estórias para contar, passou muita fome e frio.

E a outra deu-lhe notícias não muito alegres.

Disse que Morena conseguiu chegar a Europa indo por Paris, que se instalou na Suíça, teve vários cafetões, e “comeu o pão que o diabo amassou”.

Envelheceu, os anos foram se passando e quando viu já estava com sessenta anos, mas conseguiu ganhar seu melhor premio da vida de prostituta, que foi tinha seu cartão de residente na Europa, conta em banco, documentos legais, podia andar por tudo quanto era cidade que não se importava com a polícia, até receber um dia uma bela proposta de um árabe, para se casar, mas teria que ir ao Paquistão, precisando de dinheiro para mandar ao Brasil, resolveu aceitar, mas caiu num golpe, o tal casamento era uma armação, parece que o marido era “terrorista” e precisava do documento legal para permanecer na Europa, brasileiras eram mais fáceis para negociar disse a tal fulana, casou mas queria o dinheiro de volta, Morena foi agredida, já estava velha, nem podia se locomover direito, e agora as amigas nem sabem do que aconteceu, umas fazem especulação de que foi morta, outras dizem que perdeu a memória, como não tinha família, dizem que foi cremada, ou até enterrada como indigente.

Torceu a boca envelhecida.

Cruz credo, fiz bem em ficar por aqui.

E EU, pensativa em pleno século XXI, já acontecia desde a década de 70, imagina agora?

 

*Pesquisas realizadas por órgãos internacionais estimam que existem mais de cem mil prostitutas brasileiras na Europa.(IOM-EU)

 

“Quase 75 mil prostitutas brasileiras trabalham atualmente na Europa, de acordo com estimativas da Organização Internacional de Migrações (IOM), agência ligada à ONU. E esse número só cresce. "Espanha, Holanda, Suíça, Alemanha, Itália e Áustria são os principais destinos", diz a entidade. E o total de mulheres que deixam o Brasil é bem superior ao de homens. Na Itália, dos 19 mil brasileiros vivendo legalmente no País em 2000, 14 mil eram mulheres. O número elevado de prostitutas contribui para a diferença.

Dados do governo espanhol apontam existência de 1,8 mil prostitutas brasileiras no país e 32 rotas de tráfico de mulheres. Muitas usam Portugal como porta de entrada e praticamente todas chegam ao continente com documentos falsos. O número de brasileiras é tão grande que algumas chegam a cargos de chefia em associações locais.

Algumas chegam a montar casas de prostituição. Em Zurique, um edifício de três andares no bairro do Paquis é ocupado por 40 brasileiras. Elas pagam aluguel simbólico pelos quartos e têm alimentação no local – uma cozinheira baiana garante feijoada aos sábados. Mas são obrigadas a deixar pelo menos metade do que recebem nas mãos da dona, um travesti.” (by:Comunitáitaliana)