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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

PUTAS VELHAS- MEMÓRIAS ( O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA-2020)


NECA MACHADO



“MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS”
(LEMBRANÇAS AMARGAS)
*O SONHO EUROPEU DE CABOCAS DA AMAZÔNIA
RELATOS REAIS- PESQUISAS NA AMAZÔNIA






AMAZÔNIA-BRASIL





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APRESENTAÇÃO


          Como uma verdadeira Mulher da Amazônia, nascida no entorno do Poço do Mato, um logradouro cultural da cidade de Macapá, no estado do Amapá, extremo norte da fronteira com a Guiana francesa, banhado pelo majestoso Rio Amazonas, “sinto me na obrigação de deixar as futuras gerações este relato exaustivo de pesquisas realizadas por mim, ao longo de mais de três décadas”.
Escutei desde criança, estórias de terror de Mulheres ribeirinhas, que iludidas por sonhos de prosperidade com a valorização do “franco” moeda europeia da década de setenta, se aventuravam pelas correntezas do Rio Oiapoque, em busca de um futuro melhor, muitas morreram, desapareceram sob as aguas e nunca foram encontradas, outras sobreviveram para relatar a poucos ouvintes suas dores.
São mais de 200 relatos reais que escutei atenta sem interferir, e agora reproduzo de maneira literal em forma de contos, uma odisseia de terror. Muitas conseguiram sobreviver as doenças, as humilhações e as diferenças culturais entre o Brasil, extremo norte, muitas vieram também do Nordeste e a Europa. Outras não gostam de lembrar do passado, tem filhos oriundos dessas relações, muitas conseguiram cartas de residentes, outras tantas falam o idioma francês com fluência, porque Caiena na Guiana francesa continua sendo um Condado da França.
São estórias reais com a “minha característica” de reproduzi-las com pura emoção literal.




(NECA MACHADO, ESTÁ APOSENTADA E MORA NA EUROPA)


BIOGRAFIA
Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 27 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018 e 2019. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)



 CRONICAS DA NECA MACHADO

“MEMORIAS DE PUTAS VELHAS-LEMBRANÇAS AMARGAS”

(PUTA FOLÓ)*

         Sentada em uma velha cadeira de macarrão curtida, com alguns fios soltos em uma varanda dentro do Lago onde ainda com lagrimas nos olhos, reclamava por não ter tido um lugar melhor para morrer no fim da vida, ela apenas escutava o canto dos Sapos dentro “daquele inferno” na terra, e se perguntava: porque essas porcarias não param de gritar mesmo com chuva?
Nunca foi uma Mulher para morrer dentro do Lago, rodeada de aningas, uma ponte podre, ratos sobre a mesa do jirau, vermes por todo lado, o barulho das músicas ensurdecedoras dos fins de semana de seus vizinhos mal-educados, que não a deixavam dormir, o cheiro de merda dos banheiros ao ar livre a incomodavam, a cabeça coçava, eram piolhos, cruz credo, e olha que contradição, ela que era da noite, triste fim para uma PUTA VELHA.

Era linda, corpo escultural, cabelos ondulados, vaidosa, seus seios cheios de sedução, suas pernas, um pouco tortas, mas era de menos, mesmo “na vida” ela ainda tentou ter família, teve filhos de vários casamentos, que agora tentavam sua sorte, muitos sem sorte, teve um que ela se amargurava, tinha orgulho dele, mas, ele: contava para as falsas amigas; nunca teve sorte, “agora se juntou com uma Puta velha cheia de filhos pra ele criar, olha a sina do coitado”.
E aí, se lembrou da briga que teve no Cabaré com outra PUTA VELHA.
Foi um auê! Sorriu sem dentes.

FATOS

            Na caixa de som meio fanhosa do velho Cabaré no fim dos infernos, os clientes tentavam dançar ao som de músicas românticas, encostados nas quengas, se excitando para acabarem a noite em catres ou leitos das caceteiras, cheios de ilusões e sonhos que os tornariam realidade, quando a luz se apagasse, e ela confiando numa falsa Amiga, contou-lhe seu segredo, disse que nunca mais confiaria em alguém: contou que tinha um cliente fixo que sempre que vinha de Caiena ficava com ela, (mas resmungou: cruz credo, o Homem é um Cavalo, me arrebentou toda, quase que fui pro gelo....”)
E pensou que o tal Segredo jamais fosse revelado.

Noite de sonhos, festa a rodar, a música de Altemar Dutra enchia o salão.

Sentimental eu sou, Eu sou demais
Eu sei que sou assim
Porque assim ela me faz
 As músicas que eu,
 Vivo a cantar Têm o sabor igual
 Por isso é que se diz Como ele é sentimental
 Romântico é sonhar
 E eu sonho assim
Cantando estas canções
Prá quem ama igual a mim.....

E ela, naquela noite, estava linda, fez o cabelo, pintou as unhas, vestiu seu vestido de festa, sapato alto, perfume barato…E conquistou um belo Peixeiro dono de uma embarcação de Pesca, que tinha até um carro vermelho, e não sabia, que ele era disputado pelas gorjetas que deixava.
Foi quando em uma dança, recebeu um chute na perna e quase caiu.
Era uma rasteira.
Foi quando escutou um grito ensurdecedor:
PUTA FOLÓ, ELA É FOLÓ!
O homem se espantou.

Se explicar, nem tinha explicação, a porrada correu solta, pontapés, puxão de cabelo, unha quebrada, cara cortada, gente correndo….Policia, mas, até no puteiro tinha policial de plantão, eles iam lá de vez em quando sonhar também.

Mas, enfim, ela agora, é só lembranças, e muitas AMARGAS.

PS.

FOLÓ era um termo usado para especificar FLACIDEZ VAGINAL.
Hoje com tanta tecnologia, a vagina volta a ter sua flacidez recomposta até por lazer. Basta ter dinheiro para recompor até o hímen. ( rs.......)










segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

LANÇAMENTO SERÁ NA EUROPA EM 2020


NECA MACHADO



“MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS”
(LEMBRANÇAS AMARGAS)
*O SONHO EUROPEU DE "CABOCAS" DA AMAZÔNIA
RELATOS REAIS- PESQUISAS NA AMAZÔNIA






AMAZÔNIA-BRASIL
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(NECA MACHADO MORA NA EUROPA)



APRESENTAÇÃO


          Como uma verdadeira Mulher da Amazônia, nascida no entorno do Poço do Mato, um logradouro cultural da cidade de Macapá, no estado do Amapá, extremo norte da fronteira com a Guiana francesa, banhado pelo majestoso Rio Amazonas, “sinto me na obrigação de deixar as futuras gerações este relato exaustivo de pesquisas realizadas por mim, ao longo de mais de três décadas”.
Escutei desde criança, estórias de terror de Mulheres ribeirinhas, que iludidas por sonhos de prosperidade com a valorização do “franco” moeda europeia da década de setenta, se aventuravam pelas correntezas do Rio Oiapoque, em busca de um futuro melhor, muitas morreram, desapareceram sob as aguas e nunca foram encontradas, outras sobreviveram para relatar a poucos ouvintes suas dores.
São mais de 200 relatos reais que escutei atenta sem interferir, e agora reproduzo de maneira literal em forma de contos, uma odisseia de terror. Muitas conseguiram sobreviver as doenças, as humilhações e as diferenças culturais entre o Brasil, extremo norte, muitas vieram também do Nordeste e a Europa. Outras não gostam de lembrar do passado, tem filhos oriundos dessas relações, muitas conseguiram cartas de residentes, outras tantas falam o idioma francês com fluência, porque Caiena na Guiana francesa continua sendo um Condado da França.
São estórias reais com a “minha característica” de reproduzi-las com pura emoção literal.





BIOGRAFIA
Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 27 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018 e 2019. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)







MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS
PUTAS E RATOS (LEMBRANÇAS AMARGAS)

O “ápice” de seu sucesso como prostituta, foi realmente os anos 60, que ELA (   ) prometeu para seu interior, nunca esquecer.
Viveu intensamente, amou e foi muito amada, lembra com satisfação.

Realmente foi uma bela Mulher, corpo escultural, lábios perfeitos, os seios, eram realmente a parte de seu corpo que mais gostava, eram lindos, repetia entre sussurros.
E agora em pleno século XXI, quase centenária, o seu maior presente é a boa “memoria”, lembra de tudo como se fosse ontem.
As vezes apesar da proibição social, disfarçada, “porque todo mundo sabia onde tinha um Puteiro” me disse revoltada, “a maioria da tal sociedade ia lá, tinha de tudo, de autoridade, policial, doutor, pai de família, tinha de tudo, de jovem que queria ser aceito...”
E talvez escutando por ai, a maioria contaminada por Hepatite C, nem lembre, mas, não usava proteção.
Talvez tenha razão confirmo com a cabeça.
Mas, ELA (    ) tem boas lembranças, amava pentear seus cabelos com “gumex” e sorri, parece que nem tem mais, era uma pomada que deixava brilho nos cabelos, quanta saudade.
Sem dinheiro sobrando, a dona do bordel reclamava que muitas não usavam desodorante e isso afastava clientes, mas, ELA, gostava tanto do “Mistral”


Gostava de revistas, lembra da “Capricho” que uma Puta nova até foi apelidada de capricho porque era parecida com uma das modelos que um dia apareceu na capa.
Um dia conheceu um fotografo lambe lambe, ri entre os restos de dentes, e ele sempre trocava favores por fotos suas em “binóculos”
E EU complementei: não existem mais, agora está tudo em cartão digital.
E voltando as suas memórias que tanto gosto de escutar, continuou:
Eu amava comer choquitos”
E EU, com meus pensamentos, nem existe mais, agora tem tanto chocolate, belga, suíço….
E finalizou que seu sonho de consumo era mesmo uma ENCERADEIRA.
E agora em pleno século XXI, só tem lajotas, azulejos, e porcelanatos, muitos tão bons e belos....

E os RATOS? Há os RATOS...
Continuam todos os dias a sair de seus esgotos, putrefatos, cheios de bactérias, contaminando seres simplórios como ELA, usurpando de seus prazeres, deixando seus excrementos sobre a memória, e sobre a derme, egoístas com suas aberrações, muitos enriqueceram com crimes envolvendo dinheiro público, estão por ai, é só abrir qualquer jornal.

E AS PUTAS ENVELHECERAM.
Muitas sem futuro, sem patrimônio, sem perspectivas, sem saúde, muitas nem gostam de lembrar que seus sonhos era Caiena, me disse ELA (    ).
“Sim, CAIENA, muitas se deram bem, agora são Madames, e nem gostam de lembrar do passado. ”

É a vida, repeti,
Tem que ter planos.





sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

O LIVRO VAI SER PUBLICADO NA EUROPA EM 2020


NECA MACHADO



“MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS”
(LEMBRANÇAS AMARGAS)
*O SONHO EUROPEU DE "CABOCAS" DA AMAZÔNIA
RELATOS REAIS- PESQUISAS NA AMAZÔNIA






AMAZÔNIA-BRASIL



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APRESENTAÇÃO


          Como uma verdadeira Mulher da Amazônia, nascida no entorno do Poço do Mato, um logradouro cultural da cidade de Macapá, no estado do Amapá, extremo norte da fronteira com a Guiana francesa, banhado pelo majestoso Rio Amazonas, “sinto me na obrigação de deixar as futuras gerações este relato exaustivo de pesquisas realizadas por mim, ao longo de mais de três décadas”.
Escutei desde criança, estórias de terror de Mulheres ribeirinhas, que iludidas por sonhos de prosperidade com a valorização do “franco” moeda europeia da década de setenta, se aventuravam pelas correntezas do Rio Oiapoque, em busca de um futuro melhor, muitas morreram, desapareceram sob as aguas e nunca foram encontradas, outras sobreviveram para relatar a poucos ouvintes suas dores.
São mais de 200 relatos reais que escutei atenta sem interferir, e agora reproduzo de maneira literal em forma de contos, uma odisseia de terror. Muitas conseguiram sobreviver as doenças, as humilhações e as diferenças culturais entre o Brasil, extremo norte, muitas vieram também do Nordeste e a Europa. Outras não gostam de lembrar do passado, tem filhos oriundos dessas relações, muitas conseguiram cartas de residentes, outras tantas falam o idioma francês com fluência, porque Caiena na Guiana francesa continua sendo um Condado da França.
São estórias reais com a “minha característica” de reproduzi-las com pura emoção literal.




(*NECA MACHADO, MORA NA EUROPA)



BIOGRAFIA
Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 27 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018 e 2019. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)






MEU NOME É MARIA!
TEMPESTADE E CALMARIA.


MEU NOME É MARIA!
SOU TEMPESTADE E CALMARIA!

“Posso ser atingida por ondas, mas, não afundarei, porque se não houver chuvas, não haverá floradas...”


EU não sou Santa,
Nem tenho manto,
Mas, tenho fé...
Desbravo a dor
Cheia de pranto
Faço do encanto
A magia em curso, feito Maré....

MEU NOME É MARIA!
INTENSA, CHEIA DE TERNURA
Caminho, percurso de pura coragem.
Atravesso PONTES entre Continentes sem olhar para trás.

MEU NOME É MARIA...

Posso ser, Joana, sem ter espadas,
 Vitoria com minhas glorias,
 Sabrina com meu sabre das entranhas da Mata,
Posso ser uma ISIS tucuju com o sabor da floresta nativa, nascida e parida no Rio Amazonas.
DIANA, iluminada pelo Sol do Equador.
Posso ser MAIA, soberana das Marés.
Posso ser IRENE pacificando meus próprios conflitos.
Posso ser AFRODITE, como uma espuma saída das POROROCAS e das lendas da floresta.
Posso ser MAIA, Terra nativa, cultivando minha essência Raiz.
MAS, SOU, SOMENTE MARIA!
NÃO SOU DEUSA, NEM RAINHA,

APENAS MARIA!
TERRA, CHÃO, MARÉ E CORAÇÃO!

Não sou Santa de candura, mas, cultivo a fé!
Na harmonia das horas
Sou tão Senhora, de Maria a Nazaré...
Sou Senhora de meus Sonhos,
Tenho o encanto da floresta,
Brilho suave na testa
Essência nativa da Terra.
Banhada com a magia de deuses afros.
Que aportaram suas Luzes divinas
Em minha cor.

MEU NOME É MARIA!

Sou descendente afro, cultivada na derme, gravada no amago.
MARIA de suor, lagrimas, dor e alegrias,
MEU NOME É MARIA! TEMPESTADE E CALMARIA.

Maria feito maré sem rumo
Que desagua em norte incerto
Com o vento bravio no rosto, como recompensa
Serena, altiva e MARIA!
ENTRE NAÇÕES, CONTINENTES E OCEANOS...

MEU NOME É MARIA!
Caminheira sem raiz
Com raízes aéreas, motriz de uma força singular.


MARIA compasso
Passo, encanto, magia
Soneto, rima, poesia...
MARIA, MARÉ, TEMPESTADE E CALMARIA!
MEU NOME É MARIA!
ENTRELAÇADA DE SONHOS DE ESPERANÇA.

Percurso e fé,
Caminho, trilhas, ninhos
Prados, montanhas
Céu infinito
Nuvens esparsas
Voo livre, MEL NOS OLHOS...

SOU A MARIA, mas, não sou SANTA.
Sem manto, tenho prantos,
Tenho dor, tenho risos de encantos,
Mas, tenho fé!

MEU NOME É MARIA!
TEMPESTADE E CALMARIA!
Dependendo da euforia.
“ORGULHO DE SER, SIMPLESMENTE MARIA! ”






MEU NOME É MARIA!  MAR, MARÉ, MARESIA...
TEMPESTADE E CALMARIA.



MEU NOME É MARIA! 
AR....MAR, MARÉ, MARESIA...

ABRIGO
SENTIR,
POESIA....

MEU NOME É MARIA, MAR,
AR, MÃE, MARÉ, MARESIA...


Sou maré a desaguar em teu oceano....
Me entranho no teu azul celestial
Fundo-me com tuas cores,
E aprofundo me em tuas ondas,
Mergulho
Colho,
Recolho,
Escolho...
Desfolho-me,
Deixando minhas pétalas de flor silvestre
A vagar em teu infinito.

SOU MARIA, AR E MAR.
MARÉ, MARESIA.

A bater no cais e dançar no ar,
A sombrear-me nas pedras ao teu redor,
A ser Maré infinita no teu azul,
A vagar por tempestades entre Mundos,
A ser ponte entre continentes distantes,
A tecer minhas teias
Entre tuas ondas
A levitar com o vento que te encobre
Em noites de euforia.
SOU MARIA,
SOU MARÉ,
MARESIA.

Sou estrela a te guiar
Em noites de escuridão
E sou espelho a te fitar
Quando queres minha mão.
Sou teu ventre, e tua entranha,
A versejar tua cor,
A debruçar-me de poesia,
Por teu AMOR.

SOU, SIMPLESMENTE MARIA!
QUE AMO, CONTEMPLAR O MAR.



EU GOSTO DE MIM...(NECA MACHADO)


AUTO RETRATO

EU GOSTO DE MIM! ....(NECA MACHADO)




(NECA MACHADO, MORA NA EUROPA)



BIOGRAFIA

(Neca Machado)
BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 27 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018 e 2019. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)



(NECA MACHADO, MORA NA EUROPA)



Aprendi a GOSTAR DE MIM...

(Aprendi que GOSTAR DE MIM, é não fingir aos outros que gosto deles.)

Gosto de mim, quando me dou presentes, não espero ganhar dos outros.
Gosto de mim, quando estou ausente...
Das hipocrisias cotidianas.
Gosto imensamente de mim, quando não tenho regras
A serem cumpridas por imposições,
Gosto de mim, quando contemplo o Mar
Sem limites, sem horizontes,
E vago em minhas velas imaginarias sem destino.
Gosto de mim ao passar em uma florista
E escolher a flor do dia, pode ser uma Tulipa, uma Rosa...
Para debruçar-me sobre sua beleza e lhe dedicar um poema feito ao acaso.
Gosto de mim, sem modismos,
Gosto de mim, sem o inconformismo convencional,




Sou verdadeiramente intensa e irrequieta com padrões medíocres.
Gosto de mim procurando rotas de um rio
Gosto de mim ao contemplar no mar, ondas bravias a bater em pedras pujantes.
E que depois das ondas no seu bailar, continuam intactas e soberbas.
Gosto de mim, ao escolher minha música preferida
Sem dividir com medíocres seus gostos insanos.





Gosto de mim, ao sorver um Tawny sem pressa
Numa taça translucida de desejos.
Gosto de mim, ao passear em belos jardins europeus. E amo contemplar a florada das Camélias, e Tílias.




Este sim, é um verdadeiro gostar.
Gosto de mim, quando me delicio com morangos frescos,
E nem gosto de diamantes.
Gosto de mim quando vou a um verdadeiro mercado de sabores do mar, e posso escolher meu pedaço de Salmão fresco, que será somente presenteado com sal do Algarves e gotas de limão siciliano, e depois adormecido em manteiga com sal.
SOU ASSIM!
GOSTO DE MIM!
GOSTO DE MIM, SEM PRESSA, SEM PINTURAS, SEM RETOQUES, SEM FRESCURAS....



Gosto de mim, ao ir a um lançamento em Lisboa de uma obra onde sou coautora com tantos mestres e doutores, sim, fizeram doutorado e na Europa.
Gosto de mim.... Quando me debruço sobre a história ao visitar Museus e suas exposições originais, caminhando sobre as telas e dividindo com o autor a sensação de descobrir novos universos dentro das artes.
Gosto de mim, quando volto a infância e revejo na lembrança meus belos cachos de menina afro.





E gosto de mim quando na velhice posso usa-los de novo sem medo.
Gosto de mim, quando desprezo olhares insignificantes e críticos, que nada me comovem ou me tocam, ou me acrescentam.



E gosto de meus olhos da cor de mel, com pouco de fel, quando servem para observar hipócritas e medíocres.
Gosto de mim, com poucos segredos.
Gosto de mim, ao pôr do sol,
Ao amanhecer
Ao anoitecer....
Gosto de mim ao fazer um poema sem a pretensão de satisfazer algum leitor.
Gosto de mim em RETRATOS EM PRETO E BRANCO.



GOSTO DE MIM, QUANDO QUERO VIAJAR, amo viajar para bem longe...
Só lamento não ter dinheiro para ir a lugares que desejo,
Mas, já gosto de mim o suficiente quando cheguei a muito Países pelo mundo.
Gosto de mim ao sentar em um aeroporto e escutar tantas línguas diferentes.
E meu olhar sorri internamente, e digo, gosto de mim, porque estou aqui.
Gosto do barulho de um motor de avião, porque ele poderá me levar a tantos lugares que amo.




Gosto de mim ao caminhar na orla do Douro e não ver ninguém que enxergava antes.
Gosto do gosto do anônimo na minha reta.
Gosto de mim, sem medo.
Gosto de mim com meus segredos, que não compartilhei,
E não vou compartilhar,
Aprendi que o tempo, me deu discernimento, não demência.
Gosto de mim, sem pedir piedade,
Gosto de mim, quando não recebo esmolas,
Gosto de mim, quando me ergo altiva, mesmo com meio século de vivencia.
Gosto de mim, quando tiro da dor, experiência.
Gosto de mim, quando, não quero mais chorar,
Gosto de mim, quando não mais preciso implorar...
Gosto de mim, na minha presença,
Gosto de mim, na minha ausência,
Gosto de mim, sem clemencia,
Gosto de mim, quando não sou SOMBRA.
E gosto de mim, quando deixei de idolatrar medíocres e lixos.
E no auto- retrato de tantos artistas famosos que já contemplei PELO MUNDO.
Faço meu AUTO RETRATO, sem telas ou tintas...

GOSTANDO VERDADEIRAMENTE DE MIM.