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sábado, 8 de maio de 2021

O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA

 


(ESCRITORA NECA MACHADO, MORA NA EUROPA)

MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS

CONFISSÕES DE PUTAS VELHAS- LEMBRANÇAS AMARGAS

“A COLCHA DE CHENILE”

 

 

Significado de Chenile

Substantivo feminino:Fio fofo de lã, algodão, seda ou raiom, com fibras salientes ao redor.Tecido feito com esse fio, usado para colchas, cortinas e tapetes. Etimologia (origem da palavra chenile). Do francês chenille.

 

Quando ELA (  ) envelheceu, foi que percebeu que tinha milhares de LEMBRANÇAS, e muitas delas, somente AMARGAS.

 

E entre um sorriso ligeiramente amarelo com falhas nos dentes, foi que percebeu que tinha sido enganada por um velho “Marreteiro” da qual ELA era cliente décadas.

 

Numa Kombi velha com um microfone fanhoso, ele aparecia nas baixadas da velha Macapá, vendendo de TUDO, e ELA (  ) lembra como se fosse hoje, sua primeira compra foi um jogo de panelas, que lhe trouxe muita indignação, quando colocou no fogo, uma das alças caiu, e prometeu que assim que ele aparecesse, iria reclamar que o produto não prestava, e ELA, nem sabia ainda da febre que viria no futuro dos tais descartáveis da China. (rs...)

 

Depois se tornou uma cliente fiel.

 

 Ela também tinha seus CLIENTES de fora (Caiena) que lhe pagavam em franco.

Consumista como dizia uma falsa amiga, ELA comprava de tudo no Marreteiro, tudo era novidade para uma CABOCA pobre que nunca tinha estudado, mas que agora já podia até pensar “numa motinha”, num fusca, ou até numa velha Kombi para fazer frete para os quitandeiros do Igarapé das Mulheres, sonhava, e sonhava alto.

 

Tinha visto numa revista jogada no lixo uma bela COLCHA DE CHENILE, gostou do nome, CHENILE, nem sabia o que era, mas gostou do nome, conversando com a falsa amiga de “ponto” disse que quando arranjasse um marido ia colocar no filho o nome de CHENILE (rs...)

E eu, sorri (gosto muito de escutar estórias)

E aí, lembrei de uma frase de minha Mãe (Dona Izabel) que dizia: que todos os nomes têm algum significado, e tinha.

 

E ELA (  ) continuou.

Vou comprar uma COLCHA DE CHENILE, era seu pensamento diário.

Já se imaginava deitada numa COLCHA DE CHENILE, cheia de bordados com fios de ouro, pensava até no travesseiro também.

Disse alto, talvez falando sozinha: meus clientes vão amar minha colcha de chenile.

E não via a hora do tal Marreteiro aparecer.

Esperou ansiosa por ele,

Um belo dia lá vem ele de novo com o tal microfone fanhoso, ELA correu feito doida, trouxe logo o cartão do Marreteiro, e antes que ele anunciasse as tais novidades trazidas da França (rs...). Ela logo se antecipou.

QUERO UMA COLCHA DE CHENILE.

O Homem arregalou os olhos, levantou a tampa do bagajeiro e puxou um pacotão de lençóis coloridos.

E ELA nem pestanejou.

Só queria saber o preço e em quantas prestações ia pagar.

Teria que aturar muito CLIENTE DE CAIENA para pagar a tal preciosidade, mas valeria a pena, segundo ELA.

 

E nem lavou. (CRUZ CREDO)

Colocou logo para experimentar na velha cama.

E aí, sua imaginação foi a LUA.

Nem conseguiu dormir direito.

No primeiro cliente a COLCHA de CHENILE, foi um sucesso.

Na semana seguinte, ela começou a perceber que tinha umas bolhas nas pernas, depois começaram a crescer,

E ELA coitada, tinha que procurar o DENERU (rs...) achava que tava com alguma doença braba.

Nos dias seguintes a tal colcha foi um martírio.

Deu uma coceira tão forte que ela repetia as falsas amigas: acho que tenho CURUBA BRABA.

E tudo foi por causa de uma tal COLCHA DE CHENILE FALSA.

Que de Chenile não tinha nada, repetia revoltada.

 

E agora depois de mais de 50 anos, as lembranças amargas, são somente parte de seu passado, e ela agora sonha ser enterrada com lençóis de seda.

 

 

 


quinta-feira, 6 de maio de 2021

O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA

 

NECA MACHADO

 

 

 

“MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS”

(LEMBRANÇAS DO INFERNO)

*O SONHO EUROPEU DE CABOCAS DA AMAZÔNIA

RELATOS REAIS- PESQUISAS NA AMAZÔNIA

 

 

 

 

 

 

Amazônia-BRASIL

 

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SINOPSE

 

MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS

(By: Neca Machado)

 

          “Um dia ao escutar uma estória triste de uma Velha Prostituta”, refleti sobre suas dores e seus desamores, e decidi que UM DIA colocaria emoção nas suas paixões em forma de poesia, e durante quase trinta anos como jornalista Colaboradora, o tema não me saiu da memória, e quase na porta dos sessenta anos, resolvi deixar as futuras gerações, muitas delas de Prostitutas modernas, estórias antigas de sonhos que não se tornaram realidade, de projetos de enriquecimento através da venda de seus corpos que as destruíram, tanto fisicamente como mentalmente.”

Memórias de Putas Velhas, é uma coletânea de lagrimas, e de dores, feridas que nunca cicatrizaram, na alma e na derme. Uma reflexão para Mulheres que poderiam ter outras opções, mas escolheram um falso amor, porque muitas na prostituição também se apaixonam por seus clientes, e não são correspondidas.

Estórias de dependência química do falso amor, e das drogas licitas e ilícitas.

Relatos de aprisionamentos, violências físicas e mentais, torturas e assassinatos, fantasias assustadoras da natureza desumana, numa essência poética de fácil linguagem, minha característica literária.

Um leitor de minhas crônicas como jornalista, me disse um dia que minha escrita era pura emoção.

Concordei!

 

 

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(NECA MACHADO MORA NA EUROPA)


 

APRESENTAÇÃO

 

 

          Como uma verdadeira Mulher da Amazônia, nascida no extremo norte do Brasil, fronteira com a Guiana francesa, meio do mundo literalmente, na Linha do Equador, estado banhado pelo majestoso Rio Amazonas, “sinto me na obrigação de deixar as futuras gerações este relato exaustivo de pesquisas realizadas por mim, ao longo de mais de três décadas, como Jornalista”

Escutei desde criança, estórias de terror de Mulheres ribeirinhas, que iludidas por sonhos de prosperidade com a valorização do “franco” moeda europeia da década de setenta, se aventuravam pelas correntezas do Rio Oiapoque, em busca de um futuro melhor, muitas morreram, desapareceram sob as aguas e nunca foram encontradas, outras sobreviveram para relatar a poucos ouvintes suas dores.

São mais de 200 relatos reais que escutei atenta sem interferir, e agora reproduzo de maneira literal em forma de contos, uma odisseia de terror. Muitas conseguiram sobreviver as doenças, as humilhações e as diferenças culturais entre o Brasil, extremo norte, muitas vieram também do Nordeste e a Europa. Outras não gostam de lembrar do passado, tem filhos oriundos dessas relações, muitas conseguiram cartas de residentes, outras tantas falam o idioma francês com fluência, porque Caiena na Guiana francesa continua sendo um Condado da França.

São estórias reais com a “minha característica” de reproduzi-las com pura emoção literal.

 

 

 

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BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 34 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)

Email: nmmac@live.com

 

 

 

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HOMENAGEM A TODAS AS “MARIAS “

 

Começo essa odisseia literária com um POEMA dedicado a “TODAS AS MARIAS”

MARIAS, anônimas, verdadeiras heroínas, muitas analfabetas, outras tantas sem perspectivas de um futuro educacional, que viram na prostituição um galgar para terem melhores “qualidade de vida”, numa vida “considerada por muitos imbecis, FÁCIL, mas que de fácil era um verdadeiro inferno na Terra, me disse “uma velha prostituta. ”

MARIAS, subjugadas a verdadeiras torturas, maltratadas por verdadeiros homens-animais, que viam no sexo, apenas um extravasar de espermas, fazendo delas, deposito de seus excrementos, muitas delas, morreram de doenças sexualmente transmissíveis sem sequer saberem o nome, diziam algumas que começava apenas com um “esquentamento”, e aí, tantas outras foram contaminadas por hepatite “C”, AIDS, tuberculoses, pegaram malárias 10 vezes, me disse uma...

E tantas outras até hoje tem vergonha do passado.

MARIAS, sem véu, sem mantos, somente com prantos...

MARIAS, que sorriam na hora do pagamento, mas que choravam por dentro na hora de irem para a cama com homens, sujos de corpo e de alma, muitos vindos dos garimpos, sem higiene, violentos e sem educação, homens afrodescendente verdadeiros animais, nascidos no outro lado do rio Oiapoque, me disse outra, eram “avantajados sexualmente” e “nos arrebentavam literalmente” me disse outra.

TENHO ORGULHO DE SER “MARIA”, MEU NOME É MARIA!

Este livro é DEDICADO A TODAS AS “MARIAS”: (Maria... Raimunda, Joana, Joaquina, Tereza, do Carmo, Conceição, Isaura, Izabel, Cecilia, Celia, Osvaldina, Lucia, Antonia, Benedita, das Dores...E a Todas as outras que se envergonharam na PROSTITUIÇÃO de serem MARIAS, e mudaram seus nomes originais.

 

 

 

 

 

“IN MEMORIAN”

DE

TODAS

AS MARIAS, MORTAS NA PROSTITUIÇÃO

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