sábado, 3 de novembro de 2018

O PERIGO DOS "GANANCIOSOS"


(REPRODUÇÃO)

O senador Magno Malta (ES-PR) afirmou nesta 6ª (2.nov.2018) ao jornal O Globo que comandará 1 ministério no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. “Vou ser ministro, sim”, disse.
O congressista foi alvo de críticas do vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão. “Quem decidiu isso de não ser vice não fui eu sozinho, fomos nós 2. Então, eu não quero responder ninguém em jornal, quem chegou no ‘ônibus’ depois”, rebateu.
Para ele, o atentado sofrido por Bolsonaro em 1 ato de campanha contribuiu para que não fosse reeleito. “Depois da facada, quem foi cumprir o papel dele [Bolsonaro] pelo Brasil? Eu tive que assumir. Não podia ser ninguém, tinha que ser eu. Quem dirige a história é Deus. Se não tivesse facada no meio do caminho, eu também tinha ganho no meu Estado”, afirmou.
Segundo a reportagem, ele não confirmou se vai comandar o chamado Ministério da Família, que reuniria os atuais ministérios do Desenvolvimento Social e de Direitos Humanos. Há possibilidade de que ele assuma a Secretaria Geral da Presidência.
“Onde eu estiver, eu estarei perto dele. Ele vai anunciar”, disse.
Até o momento, foram confirmados como futuros ministros: Paulo Guedes (Economia), Sérgio Moro (Justiça e Segurança Nacional), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), general Augusto Heleno (Defesa) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil).

NECA MACHADO NA ESPANHA-- CONTEMPLANDO O MAR

CONTOS DA NECA MACHADO NO MUNDO ( LANÇAMENTO EM ZURIQUE-SUIÇA)


CRONICAS DA NECA MACHADO



O VESTIDO DE LUREX

 (Conto da Amazônia, na obra lançada em Zurique)


BIOGRAFIA



Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas, premiada em 2016 com classificação na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 10 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)




 O VESTIDO DE LUREX


         Década de setenta, como que saída de um musical.

 Parece que em sua cabeça à musica de “dancing days” ecoava, e ela nem tinha visto um musical, só tinha visto alguns capítulos de uma novela, onde a memória ainda relutante tentava trazer à tona imagens saudosistas, vistas em uma porcaria de tevê que precisava apanhar para mostras as imagens, e olha que ela acabou muito bom bril para colocar na ponta da antena para ver melhor.

Pela primeira vez que ela escutou canções internacionais, viajou, criou em sua mente um mundo só seu, rodopiava em seus saltos altos feito uma gazela, vestida com suas meias douradas em sandálias vermelhas, no meio de uma pista de discoteca barata nos cafundós do Juda, ela foi ao céu.

E olha que já se vão meio século!

Mas, o tal VESTIDO DE LUREX, ela jamais esqueceu.

Uma vizinha que tinha ido fazer ponto em Caiena, a motivou a ir com ela, fantasiou o outro lado do rio Oiapoque, que ela quase morreu do coração, a mulher contou tanta mentira que ela quase acreditou.

Disse que as crioulas não economizavam, que quando não queriam mais seus objetos, jogavam NOVOS nos lixeiros, e era só ir lá pegar, tinha de tudo, cama, até sapato...

E que os homens gostavam de brasileiras, porque eram mais carinhosas, e que pagavam muito bem em franco, e ela se entusiasmou, ainda tinha um corpo bom como disse a falsa amiga da onça.

Mas que era preciso andar bem vestida.

E a tal informou que tinham aberto uma nova boutique lá pelas bandas do centro comercial e que os novos modelos vindos da Europa eram vendidos bem baratinho. E ela meteu o martelo num pobre porquinho que guardava alguns trocados para comprar o TAL VESTIDO DE LUREX.

E quando chegou em frente da Loja, viajou mais uma vez.

Lá estava seu objeto de desejo, o tal vestido dourado de malha, com fios de ouro, meio matizado, que se ajustava no corpo direitinho disse a vendedora, querendo logo empurrar a tal preciosidade.

E ela comprou!

E em casa foi vestir o tal VESTIDO DE LUREX, para experimentar, porque ia usar em terras europeias quando atravessasse de catraia o rio Oiapoque.

E junto com o vestido, veio um sapato de salto alto, dourado, cheio de fivelas, que ela nem conseguia fechar, e nem sabia andar, e agora?

Tinha que treinar disse a falsa amiga, outra disse: mas, esse sapato e de caboca, e riu.

O vestido ela colocou, ficou apertado, aparecia a barriga, ela tinha gordura por todo lado, ele subia rápido, aparecia as calcinhas, e ela disse: quando eu for dançar vou ficar nua.....

Foi uma tarde de risadas, e de projetos para Caiena, onde iam dançar num Cabaré de um chinês.

E ela preocupada com o vestido, perguntava a amiga, e agora?

E a outra, não te preocupa, MANA te vira, de noite os velhos porres, só olham o dourado do vestido, nem vão perceber teu corpo.

E o sapato, nem sei andar, questionou, e ainda tinha as pernas tortas.


Eu heim!


Mas o tal VESTIDO DE LUREX FEZ EM CAIENA O MAIOR SUCESSO.






sexta-feira, 2 de novembro de 2018

NECA MACHADO NA ESPANHA, CONTEMPLANDO O MAR

IZABEL MACHADO, UMA VERDADEIRA MULHER DO AMAPÁ

NECA MACHADO - AMAZONIA

NECA MACHADO, 20 OBRAS NA EUROPA


NECA MACHADO NA “ANTOLOGIA DE POESIA BRASILEIRA CONTEMPORANEA 2018-LANÇAMENTO EM SÃO PAULO -06.10.2018- EDITORA LUSA – CHIADO”



NM

(Neca Machado)

BIOGRAFIA


Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 20 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, e 2018.  Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora em A Vida em Poesia 3- ano de 2018, coautora na obra Bilíngue inglês e português lançada em Zurique-2018 – Tributo ao Sertão, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)





Aconteceu em São Paulo no último dia 06 do corrente, o lançamento da MINHA 20ª obra coletiva de poemas na EUROPA, o livro vai ser lançado também em Portugal e distribuído pela Editora CHIADO, na Europa e África, onde possui filiais.


A antologia de poesia brasileira contemporânea da qual SOU CO AUTORA, integrou e selecionou 1200 (mil e duzentos) Poetas e Poetisas do Brasil. O lançamento foi em São Paulo no Teatro Gazeta em plena Avenida Paulista no coração da cidade mais cultural do Brasil, sendo um dos eventos mais importantes do ano de 2018 junto com a Bienal, e trouxe a São Paulo atores portugueses para lerem a poesia que encantou os presentes.

A ANTOLOGIA de poemas brasileiros contemporâneos “ ALÉM DA TERRA, ALÉM DO CEU” foi uma seleção do CEO da Editora Chiado Gonçalo Martins que veio de Portugal para prestigiar o evento, além de interpretar poemas que emocionaram os presentes, a coordenação ficou sob a responsabilidade de Mayara Facchini e Vitória Scritori.

A coleção prazeres poéticos é composta de 03 tomos devido a grandiosidade da obra.

O encontro poético reuniu a sensibilidade de autores do Brasil todo que prestigiaram o evento em terras paulistas, indo realmente “além da Terra, além do céu.”


Eu NECA MACHADO com muita determinação, sai do estado do Amapá, extremo norte do Brasil, fronteira com a Guiana francesa, no meio do Mundo, literalmente, cortado pela linha do Equador, para ver uma obra da qual me orgulho imensamente e que agora soma ao meu acervo literário de 20 obras coletivas na EUROPA.

A poesia flui na alma,

A poesia inebria quando amamos o que produzimos,

A poesia integra e irmana,

A poesia se confunde entre mares,

A poesia ecoa salivares

Escritos com emoção.

SOU POETISA, SIM!

Escolhi escrever emoção,

Escolhi traduzir sentimentos em sonetos

Embebidos de paixão.

Cheios de coragem,

Sem medos

Sem lamentos

Sem esmolas.

E pela POESIA, me entrego,

Faço pontes entre Continentes.

E com a alma embebida da magia da Floresta,

Onde sou fruto, e essência nativa.

Cultivo minha emoção,

E perpetuo nas linhas

Minha aquarela poética.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

CRONICAS DA NECA MACHADO (NO MUNDO)



O TAXISTA E A PROSTITUTA



Na Parada de taxi em frente ao Mercado Central, ela bate no vidro do primeiro carro da fila, ele abre e ela pergunta, onde fica o Banco? 


E ele sem titubear com sua voz mansa e pausada, ar gentil e delicado, cabelos grisalhos, lembrando um belo avô à espera do abraço dos netos, responde: logo ali,
Você pode ir de pés, mas, eu terei o maior prazer em leva-la.
E ela se rende a sua educação nobre.
Entra faceira no taxi, e se imagina como uma verdadeira Dama, sem ser da noite porque era dia.
E a conversa inicia;
Ela diz a ele, você existe?
E ele ligeiro, sim, sou de carne e osso.
E ela de novo: não acredito, um Homem tão doce, tão gentil, tão amável nos dias de hoje... tão, tão....
E a conversa continua até a porta do banco.
Ela quer pagar,
 e ele: não quer receber,
Diz entre sorrisos: vou lhe esperar.
E ela surpresa, diz, mas, vou demorar, preciso fazer uma operação aqui.
E ele repete: vou lhe esperar, pode ir.
E ela de novo, mas, você não precisa trabalhar? Se esperar vou ter que pagar muito caro, 
E ele insiste, vá, vou lhe esperar.
Ela sorri, nunca ninguém a tinha tratado assim, feito uma verdadeira Dama, sem ser da noite.

Teve centenas de clientes, muitos nem conseguia lembrar do rosto, eram apenas parte de sua rotina, noutros ainda conservava alguns traços de gentileza, noutros tinha apenas revolta das atitudes, mas, era para ela, apenas um negócio que não merecia ficar na memória.

No banco demorou, pegou sua senha e pensou, vou demorar, é melhor avisar a ele.
E ao lado do carro, lhe disse entre sussurros, vou demorar.
E ele: já disse, vou espera-la.

E ela, apreensiva, com medo, mas, cautelosa, lembrou do ar generoso, de seus cabelos grisalhos, de sua voz mansa, sorriu entre dentes, e pensou, ele é diferente.
No banco terminou o que tinha vindo fazer.
Entrou no carro e disse, vou lhe pagar um café,
E ele: onde vamos Madame?
E ela só queria olhar o Rio Amazonas.
E ele mudou sua rotina, ela só queria caminhar na orla do rio, jogar algumas pedras no rio, fitar o São José da Pedra do Guindaste, talvez fazer uma promessa ou talvez um pedido de encontrar um verdadeiro amor.
E ele com sua voz mansa, a fitava e repetia, você é bonita!
E desceram do taxi para ver o rio.
Ele a tocou na mão e ela não fugiu.
E ele repetia, para onde vamos?
E foi aí, que ela entendeu: 
Ele só a queria para mais uma noite de prazer, porque já estava escurecendo.
E como ele tinha perdido a tarde a esperando, ela tinha que retribuir.
Disse com um sorriso amarelo: vá a um motel,

E ele disse: Não tenho dinheiro para pagar algumas horas, porque não rodei.
E Ela, tão esperta, tão vivida na noite, “caiu na conversa do Taxista” que só queria uma noite de prazer.

E percebeu que sua docilidade era apenas uma estratégia, os dois eram iguais.
Quantas vezes ela teve que fingir prazer?
E ele a tinha superado.
Mas, os dois na essência eram absolutamente iguais!
E na cama ele nem foi gentil!
Nem a satisfez,
Teve outros melhores.
Nem lhe disse poesias
E nem lhe deixou uma Rosa.