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quinta-feira, 20 de maio de 2021
domingo, 16 de maio de 2021
quarta-feira, 12 de maio de 2021
CRONICAS DA NECA MACHADO (IN EUROPA) 2021
UM CINEMA SÓ PRA MIM!
By:
Neca Machado (Europa 2021)
BIOGRAFIA
Neca Machado
(Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Memorialista com tons nostálgicos
sobre pioneirismo tucuju. Contadora de Estórias, que preserva os sabores e
saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no
extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em
Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da
Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 15 Países
(Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada em 2016
na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso
Urbs, classificada com publicação de um
poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017,
2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 33 obras lançadas em Portugal
em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas,
publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra
lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na
obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia
4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra do 5º Festival de Poesia de
Lisboa 2020, coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make
believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em
Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra,
além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa –
Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Co
autora na obra em francês Almanaque do fundo Mar, lançamento, Brasil,
Suíça e Portugal em 2020 e 2021. Licenciada Plena em Pedagogia,
Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em
Portugal, Quituteira e designer em crochê.)
*NECA
MACHADO ESTÁ APOSENTADA E MORA NA EUROPA
(30
ANOS DEDICADOS A EDUCAÇÃO DO AP-BRASIL)
Email:
nmmac@live.com
NOMADLAND
Direção: Chloé Zhao
“Foi o grande vencedor do Oscar 2021”
Em Portugal
onde decidi morar depois de aposentada, após um ano de confinamento obrigatório
por causa da pandemia da covid 19, o mês de abril de 2021 finaliza com sinais
de abertura social e cultural de espaços singulares em um país onde a cultura
tem vertentes para todos os gostos.
E depois de receber o prêmio de melhor filme de 2021 NOMADLAND
me estimulou a voltar ao cinema com segurança após ver as medidas do
governo de que espaços como os cinemas são seguros.
E lá fui EU ao cinema.
Pago o ingresso para a sessão das 14:40 e espero
começar.
E NADA de ninguém chegar, me assusto, estou SÓ,
literalmente só.
E acho que não vai ter filme, me dirijo a recepção e
pergunto a moça que me vendeu o bilhete: vai ter filme?
E ela responde vai sim, e eu de novo preocupada questiono:
mas estou sozinha.
E ela: vá que vai passar.
E realmente começa uma sessão onde sou a
única telespectadora.
E me vejo a sorrir, parece cômico se não fosse trágico.
Empresários com prejuízo, carga tributária alta na Europa, encargos
trabalhistas, mas, enfim, UM CINEMA SÓ PRA MIM.
E assisto um filme extremamente profundo.
NOMADLAND
Um filme que retrata em forma de lirismo uma realidade
crua de um país considerado exemplo de riqueza, os EUA, o tema extrapola a
temporalidade, será sempre atual, trazendo o retrato das desigualdades existentes
e a coragem de seres humanos que descem ao ínfimo da pobreza, onde seus lares,
agora fazem parte do passado, e seus presentes são para muitos deles, suas
caravanas de passeio, sem terras, sem espaço, sem teto, e seus tetos são parte
do universo onde muitos se debruçam sobre memorias afetivas que infelizmente
precisam deixar para trás.
NOMADLAND
Está em cada um migrante, imigrante ou corajoso.
Está em cada um de nós que decide deixar suas raízes para
descobrir novos horizontes.
“Hoje me sinto parte de uma nômade que ama o lugar que
me faz feliz, e a ele chamo de lar, que deixei de ter saudade para ter boas
lembranças, que deixei de saborear as frutas de minha infância, para descobrir
novos sabores pelo mundo.”
NOMADLAND
É um banho de poesia embebida de lirismo na alma, que
merece ter mais espectadores, e não um cinema vazio, com uma espectadora
radiante por TER UM CINEMA SÓ PRA MIM.
segunda-feira, 10 de maio de 2021
sábado, 8 de maio de 2021
O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA
MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS
CONFISSÕES DE PUTAS VELHAS- LEMBRANÇAS AMARGAS
“A COLCHA DE CHENILE”
Significado de
Chenile
Substantivo feminino:Fio fofo de lã, algodão, seda ou raiom, com fibras salientes ao
redor.Tecido feito com esse fio, usado para colchas, cortinas e tapetes. Etimologia (origem da
palavra chenile).
Do francês chenille.
Quando
ELA ( ) envelheceu, foi que percebeu que
tinha milhares de LEMBRANÇAS, e
muitas delas, somente AMARGAS.
E
entre um sorriso ligeiramente amarelo com falhas nos dentes, foi que percebeu
que tinha sido enganada por um velho “Marreteiro”
da qual ELA era cliente décadas.
Numa
Kombi velha com um microfone fanhoso, ele aparecia nas baixadas da velha
Macapá, vendendo de TUDO, e ELA (
) lembra como se fosse hoje, sua primeira compra foi um jogo de panelas,
que lhe trouxe muita indignação, quando colocou no fogo, uma das alças caiu, e
prometeu que assim que ele aparecesse, iria reclamar que o produto não
prestava, e ELA, nem sabia ainda da
febre que viria no futuro dos tais descartáveis da China. (rs...)
Depois
se tornou uma cliente fiel.
Ela também tinha seus CLIENTES de fora (Caiena) que lhe pagavam em franco.
Consumista
como dizia uma falsa amiga, ELA
comprava de tudo no Marreteiro, tudo era novidade para uma CABOCA pobre que nunca tinha estudado, mas que agora já podia até
pensar “numa motinha”, num fusca, ou até numa velha Kombi para fazer frete para
os quitandeiros do Igarapé das
Mulheres, sonhava, e sonhava alto.
Tinha
visto numa revista jogada no lixo uma bela COLCHA
DE CHENILE, gostou do nome, CHENILE,
nem sabia o que era, mas gostou do nome, conversando com a falsa amiga de
“ponto” disse que quando arranjasse um marido ia colocar no filho o nome de CHENILE (rs...)
E eu, sorri (gosto muito de escutar estórias)
E aí, lembrei de uma frase de minha Mãe (Dona
Izabel) que dizia: que todos os nomes têm
algum significado, e tinha.
E ELA
( ) continuou.
Vou
comprar uma COLCHA DE CHENILE, era seu pensamento diário.
Já se imaginava deitada numa COLCHA DE CHENILE, cheia de bordados
com fios de ouro, pensava até no travesseiro também.
Disse alto, talvez falando sozinha: meus clientes vão amar minha colcha de chenile.
E não via a hora do tal Marreteiro aparecer.
Esperou ansiosa por ele,
Um belo dia lá vem ele de novo com o tal
microfone fanhoso, ELA correu feito
doida, trouxe logo o cartão do Marreteiro, e antes que ele anunciasse as tais
novidades trazidas da França (rs...). Ela logo se antecipou.
QUERO
UMA COLCHA DE CHENILE.
O Homem arregalou os olhos, levantou a tampa
do bagajeiro e puxou um pacotão de lençóis coloridos.
E ELA
nem pestanejou.
Só queria saber o preço e em quantas
prestações ia pagar.
Teria que aturar muito CLIENTE DE CAIENA para pagar a tal preciosidade, mas valeria a
pena, segundo ELA.
E nem
lavou. (CRUZ CREDO)
Colocou logo para experimentar na velha cama.
E aí, sua imaginação foi a LUA.
Nem conseguiu dormir direito.
No primeiro cliente a COLCHA de CHENILE, foi um sucesso.
Na semana seguinte, ela começou a perceber
que tinha umas bolhas nas pernas, depois começaram a crescer,
E ELA coitada,
tinha que procurar o DENERU (rs...) achava que tava com alguma doença braba.
Nos dias seguintes a tal colcha foi um
martírio.
Deu uma coceira tão forte que ela repetia as
falsas amigas: acho que tenho CURUBA BRABA.
E tudo
foi por causa de uma tal COLCHA DE CHENILE FALSA.
Que de Chenile não tinha nada, repetia
revoltada.
E agora depois de mais de 50 anos, as
lembranças amargas, são somente parte de seu passado, e ela agora sonha ser
enterrada com lençóis de seda.
quinta-feira, 6 de maio de 2021
O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA
NECA MACHADO
“MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS”
(LEMBRANÇAS DO INFERNO)
*O SONHO EUROPEU DE CABOCAS DA AMAZÔNIA
RELATOS REAIS- PESQUISAS NA AMAZÔNIA
Amazônia-BRASIL
SINOPSE
MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS
(By: Neca Machado)
“Um dia ao escutar uma estória triste
de uma Velha Prostituta”, refleti
sobre suas dores e seus desamores, e decidi que UM DIA colocaria emoção nas suas paixões em forma de poesia, e
durante quase trinta anos como jornalista Colaboradora, o tema não me saiu da
memória, e quase na porta dos sessenta
anos, resolvi deixar as futuras gerações, muitas delas de Prostitutas modernas, estórias antigas
de sonhos que não se tornaram realidade, de projetos de enriquecimento através
da venda de seus corpos que as destruíram, tanto fisicamente como mentalmente.”
Memórias de Putas Velhas, é
uma coletânea de lagrimas, e de dores, feridas que nunca cicatrizaram, na alma
e na derme. Uma reflexão para Mulheres que poderiam ter outras opções, mas
escolheram um falso amor, porque muitas na prostituição também se apaixonam por
seus clientes, e não são correspondidas.
Estórias
de dependência química do falso amor, e das drogas licitas e ilícitas.
Relatos
de aprisionamentos, violências físicas e mentais, torturas e assassinatos,
fantasias assustadoras da natureza desumana, numa essência poética de fácil
linguagem, minha característica literária.
Um leitor de minhas crônicas
como jornalista, me disse um dia que minha escrita era pura emoção.
Concordei!
APRESENTAÇÃO
Como uma verdadeira Mulher da
Amazônia, nascida no extremo norte do Brasil, fronteira com a Guiana
francesa, meio do mundo literalmente, na Linha do Equador, estado banhado pelo
majestoso Rio Amazonas, “sinto me na obrigação de deixar as futuras gerações
este relato exaustivo de pesquisas realizadas por mim, ao longo de mais de três
décadas, como Jornalista”
Escutei desde criança, estórias de terror de
Mulheres ribeirinhas, que iludidas por sonhos de prosperidade com a valorização
do “franco” moeda europeia da década de setenta, se aventuravam pelas
correntezas do Rio Oiapoque, em busca de um futuro melhor, muitas morreram,
desapareceram sob as aguas e nunca foram encontradas, outras sobreviveram para
relatar a poucos ouvintes suas dores.
São mais de 200 relatos reais que escutei
atenta sem interferir, e agora reproduzo de maneira literal em forma de contos,
uma odisseia de terror. Muitas conseguiram sobreviver as doenças, as
humilhações e as diferenças culturais entre o Brasil, extremo norte, muitas
vieram também do Nordeste e a Europa. Outras não gostam de lembrar do passado,
tem filhos oriundos dessas relações, muitas conseguiram cartas de residentes,
outras tantas falam o idioma francês com fluência, porque Caiena na Guiana
francesa continua sendo um Condado da França.
São estórias reais com a “minha
característica” de reproduzi-las com pura emoção literal.
BIOGRAFIA
Neca Machado
(Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia,
através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil,
é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental,
Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia,
fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa,
Oceania, América do Sul) 2016, classificada
em 2016 na obra brasileira
“Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs, classificada com publicação de um poema na
obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e
2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 34 obras lançadas em Portugal
em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias
da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017,
edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida
em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a
vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz
de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra
lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da
terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa –
Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019.
Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na
web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)
Email:
nmmac@live.com
HOMENAGEM A TODAS AS “MARIAS “
Começo essa odisseia literária com um POEMA dedicado a “TODAS AS MARIAS”
MARIAS, anônimas,
verdadeiras heroínas, muitas analfabetas, outras tantas sem perspectivas de um
futuro educacional, que viram na prostituição um galgar para terem melhores
“qualidade de vida”, numa vida “considerada por muitos imbecis, FÁCIL, mas que de fácil era um verdadeiro inferno na Terra, me disse “uma velha prostituta.
”
MARIAS, subjugadas
a verdadeiras torturas, maltratadas por verdadeiros homens-animais, que viam no
sexo, apenas um extravasar de espermas, fazendo delas, deposito de seus
excrementos, muitas delas, morreram de doenças sexualmente transmissíveis sem
sequer saberem o nome, diziam algumas que começava apenas com um
“esquentamento”, e aí, tantas outras foram contaminadas por hepatite “C”, AIDS,
tuberculoses, pegaram malárias 10 vezes, me disse uma...
E tantas outras até hoje tem vergonha do
passado.
MARIAS, sem véu, sem mantos, somente com prantos...
MARIAS, que
sorriam na hora do pagamento, mas que choravam por dentro na hora de irem para
a cama com homens, sujos de corpo e de alma, muitos vindos dos garimpos, sem
higiene, violentos e sem educação, homens afrodescendente verdadeiros animais,
nascidos no outro lado do rio Oiapoque, me disse outra, eram “avantajados sexualmente” e “nos arrebentavam literalmente” me disse
outra.
TENHO ORGULHO DE SER “MARIA”, MEU NOME É MARIA!
Este livro é DEDICADO A TODAS AS “MARIAS”: (Maria...
Raimunda, Joana, Joaquina, Tereza, do Carmo, Conceição, Isaura, Izabel, Cecilia,
Celia, Osvaldina, Lucia, Antonia, Benedita, das Dores...E a Todas as outras que
se envergonharam na PROSTITUIÇÃO de
serem MARIAS, e mudaram seus nomes originais.
“IN MEMORIAN”
DE
TODAS
AS MARIAS, MORTAS NA
PROSTITUIÇÃO
( + )





