quarta-feira, 14 de agosto de 2019

NECA MACHADO NÃO ESCUTA LIXO -( Simply Falling - Iyeoka (Official Music Video)

NECA MACHADO- ARTIGOS, CONTOS, CRONICAS E POESIAS NO MUNDO



EU “VIVO”, EU NÃO EXISTO

(Neca Machado)
BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 24 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)





EU VIVO, EU NÃO EXISTO!
(Neca Machado-PT)

Viver é a coisa mais rara do Mundo.
A maioria das pessoas, apenas EXISTE. - Oscar Wilde”


A partir dos séculos XX e XXI, o “Existencialismo” ganha maior notoriedade, através do “dar significado a Vida” (Søren Kierkegaard)

NECA MACHADO



            Quando se chega a meio século de “VIVENCIA” existencial, não se pode mais, viver de DEVANEIOS, nem de DELIRIOS, nem de DIVAGAÇOES.
 Com mais de meio século, a VIDA obrigatoriamente, tem QUE TER SENTIDO para quem foi presenteado com ela, MUITOS, e milhares são abortados, e nem sequer tem o DIREITO de ter VIDA, viver, é ter uma HISTORIA, é ter um caminho, é ter um SENTIDO DE ESTAR AQUI.

Então, não dá para VIVER DE DEVANEIOS.
É INACEITAVEL.

Somos sujeitos PENSANTES, raciocinamos DIFERENTE, sim, ninguém no mundo pensa igual, podemos até ter conceituações similares, pontos comuns, mas, PENSAMENTOS IDENTICOS E SIMILARES, NÃO.
Cada SUJEITO é UNICO. ”
CADA SER HUMANO É ÚNICO. (Dono de seus sonhos, de suas metas, de seus planos, tem livre arbítrio para ESCOLHER.)

Mas MUITOS, sequer VIVEM,
MUITOS APENAS, EXISTEM.

“Comecei a VIVER verdadeiramente a VIDA, quando aprendi a me AMAR. ”

Quando deixei de ser ACUMULADORA de: Dejetos humanos, de resíduos sólidos, de hipocrisias, de MEDIOCRIDADES.
“Não sou confusa nos meus sentimentos, ”
Tenho coerência do meu EXISTIR.


O MUNDO A MIM, TEM VERDADEIRAMENTE SENTIDO.

Enquanto que para MUITOS, é apenas um existir.
Dou sentido a cada meta,
Dou IMPORTANCIA a cada novo projeto,

DOU SENTIDO AO VERDADEIRAMENTE VIVER.

Saboreio o meu RESPIRAR,
Agradeço o meu contemplar ao Mar,
Amo caminhar com sentido firme
Altivo e audaz,
Me extasio ao pôr do Sol,
Com suas aquarelas e nuances sem igual.

·         SOU PARTE DO MAR...
Quando segue, mas volta em cada nova Maré
Restabelecido, VIVO, intenso,
Cheio de novas ondas,
Cheio de novas cores,
Cheio de VIDA,
Trazendo VIDA,
Dando SENTIDO A MUITAS VIDAS.

·         SOU PARTE DO AR
Sobrevoando, voando, balançando, sobre o MUNDO
E sobre o verdadeiro VIVER,
Transformando reflexões, como seu curso
Sobre as nuvens.
Trazendo tempestades, levando saudades,
Depositando ilusões,
Mudando de estações,
Na sutileza das primaveras,
Na amenidade do outono,
Na intensidade do inverno
E no aquecer dos verões.

·         SOU PARTE DO FOGO...
Quando queimo,
Quando teimo em VIVER INTENSAMENTE,
Como chama,
ARDENTE,
Saltitante sobre labaredas, de hipocrisias,
Fogo queimante,
Como uivo de lúpus solitário.
Liberto, sem amarras, ou cercas.
E esvoaçante depois de cinzas,
Retornando como uma FENIX.

·         VIVER, É TER ATITUDES APAIXONANTES” (Neca Machado)
·         VIVER, É SABER SE AMAR! (Neca Machado)
·         VIVER, É DESABOCHAR, A CADA AMANHECER (Neca Machado)
·         VIVER, É SENTIR A SUTILEZA DA VIDA (Neca Machado)
·         VIVER, É SER FENIX A CADA MANHÃ (Neca Machado)
·         VIVER. É ARDER DE PAIXÃO PELA VIDA (Neca Machado)
·         VIVER, É TER GRATIDÃO PELO EXISTIR (Neca Machado)
·         VIVER É SER ÚNICO, na singularidade da VIDA (Neca Machado)





segunda-feira, 12 de agosto de 2019

CRONICAS DA NECA MACHADO, NO MUNDO


“A CACETEIRA VIROU PIRIGUETE”

*AS “CACETEIRAS” DA DECADA DE 70, VIRARAM: PROSTITUTAS, GAROTAS DE PROGRAMA E PIRIGUETES...”

        Sentada na velha mesa surrada pelo tempo, na lateral do Salão, escutando Waldick Soriano:

Vestida de Branco

Waldick Soriano

Peço a Deus que seja logo
O nosso juramento
Peço a Deus que seja logo
O nosso casamento

Quero ver-te na capela
Toda vestida de branco
Carregar-te nos meus braços
É o que eu desejo tanto...

Ela até sonhava alto, pensava entre seus delírios, casar, vestida de branco, noutros devaneios, pensava em ir para Caiena de vez, talvez lá a vida fosse melhor? Algumas vezes caminhava entre os velhos bordeis da outrora Macapá, conhecia de “có” os melhores, Hally Galy, Juçarão, Suerda, Sede do Campo do América, etc...
E amava outra canção do Rei dos bordeis: “Nem que eu morra de saudade, vou sumir deste lugar........

Eu também existo, eu também SOU GENTE, eu também mereço encontrar um alguém para amar.....”
E viajava!
          E a velha CACETEIRA, envelheceu, adoeceu, pegou tanta doença venérea que nem sabia mais se estava viva, tinha tanto “esquentamento”, disse a uma ex colega da vida...
Tinha tanta saudade do Hospital Geral onde fazia exames de rotina, e ia no Deneru (   )

 E agora? Ia morrer à mingua porque nem plano de saúde tinha, nem conseguia mais andar para marcar uma consulta, escutou que havia briga nos postos de saúde e que as pessoas dormiam por lá para conseguir marcação, e nem tem uma pensão, ainda pensava em ir no INPS, mas alguém lhe disse que nem existia mais INPS, agora era INSS, o que? Resmungou ela sem entender.

E como lembrança ainda guardava alguns discos de vinil.
Mas nem tem mais como reproduzir, disse lhe alguém,
E ela resmungou: vou procurar por aí uma velha vitrola, talvez alguém tenha guardado, eu gostava tanto daquela música, lembra?
E as lembranças vieram à tona:

Lembra do Delegado?

Ele sim, era homem de verdade, as vezes eu só queria ser presa, ainda sorriu, entre uns caquinhos de dentes. Ele às vezes até me prendia, repetiu entre um sorriso amarelo, e me deixava sempre uma Rosa vermelha de presente, ele sim, tenho saudades. Já morreu!
E existiam tantas casas de prazer na velha Macapá, muitas COLORIDAS, tinha até uma Amarela, lembra?

AS CACETEIRAS VIRAM PIRIGUETES

Século vinte, vinte e um...
Nem existe mais CACETEIRAS por aí,

Viraram PIRIGUETES, GAROTAS DE PROGRAMAS, e os programas nem são de lazer, são de prazer e negócios. Muitas são de Luxo, querem apartamentos, roupas de marcas, viagens internacionais, sapatos de sola vermelha..., tornam-se amantes de autoridades, e eles ficam em suas mãos, porque se as DAMAS sabem (   ) Hum, vai pegar fogo em casa, e ainda levam pra casa doenças terríveis as suas esposas, como hepatites, e em alguns casos AIDS....

E as velhas CACETEIRAS, só queriam uns panos (cortes de fazendas) de cetim, perfumes trazidos de Caiena, batons vermelhos...
E tinha até preço, uma era conhecida como cinco mil, não sei se valorização demais para a época.

AGORA, elas vão até por 50 reais…Repetiu a velha CACETEIRA.

E ainda completou: escutei um dia desses um “apelido” que me arrepiou: chamaram uma vadia de 50 centavos, pode?

Sei lá, disse a colega.
E a VELHA CACETEIRA, não gostou do nome PIRIGUETE!